Política
Integrantes do Banco Central (BC) apontam preocupação que a atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anule a liquidação do Banco Master e puna os técnicos que realizaram o trabalho que encontrou R$ 12,2 bilhões em "créditos podres" que foram revendidos ao Banco de Brasília (BRB).
Ao marcar a acareação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino, integrantes, fontes ouvidas pelo Estadão consideram que Toffoli se coloca a favor do Banco Master.
Segundo o jornal, a acareação constitui-se em tentativa de intimidação evidente, com "objetivo de extrair alguma declaração de Aquino que depois poderá ser vazada com intuito de tumultuar, frear ou até mesmo anular o caso formalmente".
A decisão de Dias Toffoli foi tomada de ofício e ignorou recurso apresentado pela Procuradoria-Geral da República para anular a acareação. As condições para o caso do Master ter ido para o STF são consideradas obscuras e a única "motivação" seria documento encontrado estabelecendo condições para de imóvel de Vorcaro pelo deputado federal João Carlos Bacelar (PL/BA).
Apesar de terem recaído suspeitas de atos de advocacia administrativa praticados por Alexandre de Moraes, cujo escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa dele, tem contrato de R$ 129 milhões com o Master, as fontes do BC consideram que a ação do magistrado é passada e não alcançou o efeito desejado.
É a atuação de Dias Toffoli que pode reverter a decisão do BC e, desta maneira, "minar a credibilidade da autoridade monetária com impactos imprevisíveis no longo prazo sobre a solidez do sistema financeiro".
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