Política

“Bolsonarista tem que tomar no c*”: Renan Santos reage a confusão durante ato em Salvador e chama Jerônimo de bandido

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Candidato do Missão afirmou que Polícia Militar da Bahia estaria “fazendo guarda de bolsonarista” durante tumulto em ato na UFBA; apoiador foi preso após agressão  |   Bnews - Divulgação BNews

Publicado em 27/09/2026, às 17h59   Eduardo Costa e Tiago Di Araujo



O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, reagiu com duras críticas à confusão registrada durante seu ato de campanha em frente à Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, na tarde deste domingo (27).

Durante discurso aos apoiadores, o presidenciável atacou bolsonaristas, criticou a atuação da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) e fez uma acusação contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT).

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Após afirmar que episódios de confronto ou tentativa de tumulto teriam ocorrido em outros eventos de sua campanha, Renan afirmou que a PM baiana seria “comandada pelo bandido do Jerônimo” e acusou a corporação de estar “fazendo guarda de bolsonarista” durante o episódio.

“Aqui, entretanto, aconteceu o caso mais bizarro de todos. Um candidato bolsonarista, que é PM ou era PM, e a gente sabe a defesa que a gente faz da Polícia Militar, vem, arma um ato, começa a provocar as pessoas, começa a provocar especialmente gente que veio com criança aqui”, afirmou.

Na sequência, o candidato relatou sua versão sobre o confronto e afirmou que seus apoiadores teriam reagido às provocações.

“Começa a querer provocar briga com mulher e criança, e aí a PM daqui, a PM que é, vamos falar a verdade, comandada pelo bandido do Jerônimo, coloca um carro para defender o cara vindo aqui agredir criança.”

Renan também afirmou que o grupo ligado à sua campanha teria expulsado o homem que, segundo ele, provocava os participantes do evento. O candidato ainda utilizou um palavrão ao se referir aos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que, segundo sua versão, participaram da confusão.

“Botámos o vagabundo para correr mesmo!” Bolsonarista tem que tomar no c* dele!”

Logo depois, Renan pediu aplausos para um apoiador identificado por ele como Pedrinho, que teria sido detido durante o tumulto. “E uma salva de palmas para o Pedrinho, que foi detido por esses caras, por essa PM aí que estava a fazer guarda de bolsonarista. Negócio absurdo!”

Agressão terminou com prisão durante ato

A declaração ocorreu após um apoiador de Renan Santos ser preso pela Polícia Militar da Bahia durante o evento na região da Reitoria da UFBA. Testemunhas ouvidas pela reportagem do BNews apresentaram versões sobre o início da confusão.

Lucas Santana afirmou que havia grupos de diferentes espectros políticos no local e disse que integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) teriam provocado participantes. Segundo ele, a briga começou após as provocações e um policial também teria sido agredido durante o tumulto.

“O MBL ficou hostilizando, hostilizando. Quando eu virei para o lado, eu só vi o pau comendo. O que eu vi foi o pessoal do MBL indo para cima dos bolsonaristas. A PM estava do outro lado da pista, atravessou e apartou a briga. Inclusive um policial eu vi ser agredido pelo rapaz de roxo”, relatou ao BNews.

Já Giovani Bispo apresentou outra versão. Ele afirmou que um homem vestido de preto teria avançado contra um candidato ligado ao grupo bolsonarista e iniciado as agressões.

“O rapaz de preto veio agressivamente para cima do outro e bateu à vera. Chegou a derrubar a galera. [...] Eu, como comunista, fui na passeata bolsonarista, e eles debateram comigo na boa. Aqui, no evento do Missão, eles agrediram um bolsonarista”, declarou ao BNews.

Renan cita outros episódios durante campanha

Durante o discurso em Salvador, Renan também afirmou que episódios de confronto ou tentativa de tumulto teriam ocorrido em outros eventos de sua campanha.

Segundo o candidato, em Capão da Canoa (RS), um apoiador de Flávio Bolsonaro teria ido para cima de um homem que estava com uma criança no colo. Renan também citou um episódio em Caxias do Sul (RS), onde afirmou que um grupo de aproximadamente 30 pessoas ligadas à esquerda teria organizado uma ação para agredir participantes.

O candidato ainda mencionou Campinas (SP), onde, segundo seu relato, integrantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) local teriam anunciado um ato contra sua campanha.

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