Política
Senadores bolsonaristas se articulam para tentar modificar trechos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim a escala 6×1, que deve ser colocada em votação no Senado na próxima semana
Na terça-feira (25), os senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Hermes Klann (PL-SC), que é suplente de Jorge Seif na Casa, protocolaram ao menos cinco emendas para modificar alguns pontos aprovados pela Câmara.
Uma das emendas protocoladas por Klann prevê que o período de transição entre a jornada de 44 horas semanais para 40 horas seja de quatro anos, em vez dos dois anos previstos na PEC chancelada pelos deputados.
A manutenção da jornada de 44 horas semanais mediante convenção coletiva também é uma das medidas propostas pelo suplente de Seif, que alega a necessidade de alguns setores terem regimes especiais.
Izalci também apresentou emendas prevendo a possibilidade de manutenção das 44 horas de trabalho semanais e sugerindo a criação de uma política de desoneração da folha para setores que reduzirem a jornada.
O relator da PEC da jornada 6x1 no Senado, Omar Aziz, informou que o projeto deve ser votado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado no dia 2 de setembro. O senador explicou que deve entregar seu relatório nesta semana, na próxima quinta-feira (27).
Aziz ressaltou que vai defender junto ao presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA) a necessidade da urgência e acredita que a PEC terá ampla maioria a favor no Senado.
“Se você analisar, a votação no Senado não será diferente da Câmara, não. Haverá uma ampla maioria sim, porque eu acredito em termos acima de 65 votos a favor. Hoje eu vejo dessa forma. Eu não vejo de outra forma”.
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