Política

Bolsonaro admite a Tarcísio de Freitas que errou em “treta” da Reforma Tributária; entenda

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Ex-presidente da República conversou com aliado após a treta e admitiu que ficou constrangido  |   Bnews - Divulgação Divulgação / PR

Publicado em 08/07/2023, às 13h41 - Atualizado às 13h51   Cadastrado por Lula Bonfim



O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltaram a se falar após a “treta” que aconteceu na quinta-feira (6), durante uma reunião do PL sobre a Reforma Tributária.


No momento da confusão entre os aliados, Tarcísio tentava argumentar a favor da reforma, enquanto Bolsonaro pressionava os parlamentares a se manifestarem pelo adiamento da votação ou votarem contra a proposta.

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Bolsonaro tentou se encontrar com Tarcísio ainda na tarde de quinta, antes da votação, mas não conseguiu. Na manhã desta sexta, os dois falaram por telefone. De acordo com o Blog de Andréia Sadi, o ex-presidente deixou evidente na ligação que "sabe que errou" e "ficou constrangido". Não chegou a pedir desculpas, mas pediu que os dois olhassem para frente e disse que o mal-estar "vai passar" .


O governador de São Paulo deixou claro que o episódio não deixou rusgas, que continua agradecido ao ex-presidente — por quem diz ter um amor de família —, mas lembra que não é refém de Bolsonaro, e que não vai adotar uma postura radical.


A interlocutores, o governador de São Paulo tem dito não ser possível fazer "oposição sistemática" a Lula, pois ficaria "sem credibilidade" e se tornaria um "PSOL da direita". Tarcísio tem repetido também que a eleição de 2026 ainda está distante e que não quer protagonismo nessa disputa, embora seja uma das apostas dos direitistas brasileiros.


A Reforma Tributária acabou aprovada por 382 votos a 118 no primeiro turno e 375 a 113 no segundo. Embora tenha votado majoritariamente contra, o PL, partido de Bolsonaro, deu 20 votos a favor no primeiro turno e 18 no segundo.


Tarcísio de Freitas, por seu lado, recebeu elogios do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e agradecimento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

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