Política

Bolsonaro é escanteado por ala da direita liderada por Tarcísio

José Cruz/Agência Brasil
Governador Tarcísio de Freitas afirma que grupo político estará unido e forte nas próximas eleições.  |   Bnews - Divulgação José Cruz/Agência Brasil

Publicado em 25/05/2025, às 07h13 - Atualizado às 07h18   Cadastrado por Daniel Serrano



O evento de filiação do secretário da Segurança Pública de São Paulo (SSP), Guilherme Derrite, ao PP, que aconteceu na última quinta-feira (22/5), contou com a presença de lideranças partidárias nacionais e pelo meio político como um lançamento informal da frente de direita que disputará a eleição presidencial em 2026. Apesar de ser apontado como principal liderança do campo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível, foi pouco citado pelos presentes. As informações são do site Metrópoles.

De acordo com a publicação, em seu discurso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que o evento era simbólico, por reunir presidentes do PL, PP, União Brasil e PSD, além de diversos deputados e senadores, dando indícios de que os partidos podem caminhar juntos na disputa pelo Palácio do Planalto em 2026.

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"Para quem duvida que esse grupo estará junto no ano que vem, eu digo para vocês: esse grupo estará unido. Esse grupo vai ser forte. Esse grupo tem projeto para o Brasil e sabe o caminho”, afirmou Tarcísio.

Em seu discurso, Tarcísio cita Bolsonaro em três momentos. O primeiro ao agradecer o apoio de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, ao ex-chefe. A segunda oportunidade ao relembrar de uma conversa com Bolsonaro sobre qual perfil escolheria para chefiar a Segurança Pública em São Paulo. A última menção ocorreu quando o governador de São Paulo citou o laço de amizade com Derrite durante o governo Bolsonaro. Em nenhum momento foi comentado sobre o futuro e da disputa em 2026.

Valdemar Costa Neto foi rápido em seu discurso, parabenizando o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, pela “aquisição” de Derrite, sem citar o ex-presidente. Em conversa com jornalistas, Valdemar disse que Bolsonaro será o responsável por escolher o candidato do partido para a presidência. Gilberto Kassab e Antonio Rueda, presidentes nacionais do PSD e União Brasil, respectivamente, também não citaram Bolsonaro em seus discursos.

Ciro Nogueira também não citou o ex-presidente, mas disse em seu discurso que o Brasil vai “chamar Tarcísio agora ou em 2030”, em alusão à possível candidatura do governador à Presidência da República.

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