Política
por Rebeca Santos
Publicado em 17/11/2025, às 09h34
Um relatório do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) traz indícios de direcionamento, superfaturamento e possível dano ao erário na contratação de uma empresa de robótica educacional ligada ao humorista Whindersson Nunes pela Secretaria de Educação do Piauí.
Segundo informações do Metrópoles, o contrato foi feito sem licitação, porque o governo alegou que só essa empresa poderia fazer o serviço.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) descobriu que pode ter havido superfaturamento de até R$ 2,9 milhões.
O motivo é que parte dos materiais que o governo pagou simplesmente não chegou às escolas.
“Verificou-se que foram realizados pagamentos no valor de R$ 2.915.550,00 referentes à entrega de 15.000 unidades de materiais e insumos pedagógicos destinados aos alunos”, diz um trecho.
“Entretanto, em inspeções (…) em Teresina, bem como em entrevistas aplicadas com gestores (…), a equipe de fiscalização foi informada de que não houve entrega de materiais físicos ou e-books aos alunos contemplados”, diz o texto.
“A ausência de evidências materiais de recebimento aliada aos depoimentos das escolas e à divergência entre os itens enviados e aqueles descritos na proposta contratual indica a possibilidade de pagamento por itens não entregues, caracterizando superfaturamento por não execução do objeto contratado”, diz o relatório.
O nome do humorista Whindersson Nunes não aparece no relatório do TCE-PI porque ele não consta como sócio da empresa no cadastro da Receita Federal.
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