Política
por Rebeca Santos
Publicado em 17/10/2025, às 07h22
A Polícia Federal (PF) investiga um suposto esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo informações do Oglobo, durante a investigação, foi encontrado no celular do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, uma acusação de que R$ 1,12 milhão teria sido pago à advogada Catarina Buzzi, filha do ministro do STJ, Marco Buzzi.
O relatório da PF faz parte de um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob responsabilidade do ministro Cristiano Zanin.
A investigação foca em uma rede de lobistas, advogados, empresários e ex-funcionários dos gabinetes dos ministros Og Fernandes, Isabel Gallotti e Nancy Andrighi. Os ministros, incluindo Buzzi, não estão sendo investigados.
O documento aponta que o advogado Roberto Zampieri, assassinado em Cuiabá (MT) em dezembro de 2023, e o empresário Haroldo Augusto Filho, sócio da Fource, uma empresa de consultoria no agronegócio, eram próximos de Catarina.
A Fource está sob suspeita de envolvimento na compra de sentenças no STJ e no Tribunal de Justiça do Mato Grosso.
No celular de Andreson, a PF encontrou uma foto de uma tela de celular com mensagens de alguém chamado Carlos Chaves para uma pessoa identificada como “Dra” (Doutora). A mensagem diz:
"Dra eu transferi para sua conta e da KATARINA [sic] Buzzi R$ 1.120.000,00. No caso que estamos tratando. A promessa de trabalho era outra e posso provar. Nesse caso como não foi cumprido. Peço de imediato a restituição dos meus valores [sic]. Caso isso não aconteça indo buscar os meios legais da lei [sic] para rever e expor a minha situação. Esperava de vocês o cumprimento do que havíamos tratado . Fico no aguardo do meu ressarcimento imediato”.
Na mesma imagem, havia um comprovante de transferência de R$ 500 mil, descrito como “pagamento de honorários”.
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