Política

Brasil busca alternativas e tenta apoio de países asiáticos, Canadá e México para bater de frente com Trump

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Com o impacto do tarifaço dos EUA, Brasil busca alternativas e redireciona sua agenda comercial  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Freepik

Publicado em 07/04/2025, às 15h48   Maurício Viana



Buscando ampliar e reativar negociações de acordos comerciais, o Brasil irá direcionar seu foco para países asiáticos, Canadá e México, como forma de fugir do impacto do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o governo brasileiro passará a adotar uma postura ofensiva na agenda comercial, buscando compensar a perda do mercado nos EUA, além de outros efeitos do tarifaço.

Um dos planos é trazer de volta o acordo Mercosul-Canadá, que teve negociações iniciadas em 2018, mas que foram paralisadas. Porém, autoridades canadenses já manifestaram seu interesse em aumentar a integração com os brasileiros.

Com o México, a intenção é aproveitar a afinidade entre a presidente do país, Claudia Sheinbaum e o governo brasileiro, ampliando assim o acordo de complementação econômica com o México e aumentando o número de produtos cobertos.

Entre as nações asiáticas, o Brasil busca uma aproximação com Asean, onde irá participar de uma cúpula com parceiros em outubro, na Malásia, estendendo a viagem para a Indonésia, que é outro país candidato a um acordo comercial.

Na visão do governo brasileiro, as visitas recentes de Lula ao Japão e ao Vietnã deram embalo às negociações comerciais. Em maio, Lula deve fazer sua segunda visita à China, reforçando seu interesse em fazer negócios na Ásia.

O Brasil também espera anunciar, nos próximos meses, um acordo comercial com os Emirados Árabes. O contexto pós-Trump pode também aumentar a chance do Conselho Europeu aprovar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul no final do ano, apesar da resistência da França e de outros países.

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