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BRB teve capital inflado por fundos suspeitos antes da compra do Master

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Autoridades apuram se o aporte no BRB foi para expandir capital e facilitar a aquisição do Banco Master  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 17/01/2026, às 09h48



As investigações sobre as operações do Banco Master chegaram agora a novos fatos que envolvem o Banco de Brasília (BRB). Um fundo de investimento da gestora de recursos Reag fez um aporte R$ 159 mi em um outro fundo que teria inflado o capital do BRB, além de se tornar um dos principais acionistas privados da instituição. A Reag foi alvo, em agosto de 2025, da Operação Carbono Oculto, que apura ligações do Primeiro Comando da Capital (PCC) com setores econômicos e o mercado financeiro. 

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As autoridades apuram se esse movimento foi feito para, de fato, expandir o capital do banco público e, com isso,  viabilizar a aquisição do Master ou ajudar na compra de ativos, como carteiras de crédito. A operação de venda, entretanto, não foi autorizada pelo Banco Central.

No início de 2025, ao fazer o aporte, o fundo Olaf 95 passou a ser o único cotista do fundo Borneo, também administrado pela Reag. Com uma fatia de ações preferenciais (sem voto) de 7,89% do BRB, o Borneo é um dos maiores acionistas privados do BRB.

O aporte do Borneo no BRB aumentou a musculatura do banco antes de vir à público a tentativa de aquisição do Master, em março de 2025

Defesa

A Reag não se manifestou até o momento. Já o BRB alegou que todas as operações no âmbito da Operação Compliance Zero e que possam envolver o BRB estão incluídas no escopo de uma investigação forense independente do escritório Machado Meyer, com suporte técnico especializado da empresa de investigação Kroll.

“O Banco reforça seu compromisso com a transparência, a governança e o cumprimento das normas que regem o sistema financeiro, colaborando plenamente com todas as autoridades competentes”, afirmou o BRB, em nota ao O Globo.

A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que que o Master nunca foi nem gestor, nem cotista dos fundos.

“A tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB foi conduzida de forma transparente e acabou não prosperando por decisão do regulador. O Sr. Vorcaro permanece colaborando com as autoridades e confia que o esclarecimento completo afastará interpretações equivocadas”, destacou.

Classificação Indicativa: Livre

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