Política

Bruno Reis descarta tarifa zero em Salvador: "Alguém vai pagar essa conta"

Domingos Junior / BNews
O prefeito Bruno Reis afirma que a gratuidade no transporte público não é viável sem apoio financeiro do governo federal.  |   Bnews - Divulgação Domingos Junior / BNews
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 13/10/2025, às 13h13 - Atualizado às 13h13



O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), descartou qualquer possibilidade de adotar a gratuidade no transporte público da capital baiana. Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (13), o chefe do Executivo soteropolitano disse que não tem como adotar a iniciativa sem o apoio financeiro do governo federal

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De acordo com Bruno Reis, o custo anual do sistema chega a R$ 1,03 bilhão, valor que ultrapassa a capacidade orçamentária do município. Atualmente, a gestão municipal subsidia R$ 0,42 por passagem, e apenas 5% do orçamento da capital está livre para novos investimentos.

"Faça essa conta aí rapidinho, e vocês vão ver que a cidade não tem condições de assumir. Alguém vai pagar, se for o governo federal, aplausos, tem todo nosso apoio, nós estamos e somos plenamente favoráveis”, disse Bruno Reis.

"Alguém vai ter que pagar essa conta. Vamos parar de piada, de conversa fiada, de enrolar a população. Se o governo federal assumir, terá todo o nosso apoio. Porém, os municípios não têm condições de bancar isso sozinhos", disparou.

Estudo de viabilidade

A declaração do prefeito de Salvador foi dada após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ter revelado na última terça-feira (7) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou à equipe econômica um estudo de viabilidade para implementar a tarifa zero. 

"Nós sabemos que o transporte público no Brasil, sobretudo urbano, é uma questão importante para o trabalhador. Nesse momento nós estamos fazendo radiografia do setor a pedido do presidente. Tem vários estudos que estão sendo recuperados pela Fazenda para verificar se existem outras formas mais adequadas de financiar o setor", afirmou Haddad, em entrevista ao programa "Bom dia, ministro", da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“Estamos fazendo um mapeamento. Vamos perseverar nesse estudo para mostrar uma radiografia do setor e quais são as possibilidades de melhorar”, acrescentou.

Já o ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa, pregou cautela na fala de Haddad. Em entrevista ao programa Giro Baiana 1ª Edição da rádio Baiana FM, na última quarta-feira (8), Rui Costa disse que ainda não há "nada programado para ano que vem nem para este ano". 

"O presidente, na última reunião de ministros, apenas solicitou os estudos. Não tem nada programado para ano que vem nem para este ano. Os estudos estão sendo feitos. Muitos teóricos afirmam que isso é possível, mas o presidente apenas solicitou os estudos", declarou o ministro da Casa Civil. 

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