Política
por Carolina Papa e Héber Araujo
Publicado em 09/04/2026, às 18h35 - Atualizado às 18h55
O prefeito de Salvador Bruno Reis (União Brasil) falou, nesta quinta-feira (9), sobre a polêmica do programa Habite-se do Residencial Zulmira Barros, empreendimento do Minha Casa Minha Vida. Em declaração à imprensa, o prefeito culpou o governo do Estado sobre o impasse ocorrido com o condomínio.
A estrutura estava prevista para ser entregue na última semana, em uma cerimônia que contaria com o presidente Lula (PT), mas, segundo acusações do governador Jerônimo Rodrigues (PT) a cerimônia teve que ser suspensa devido ao veto. O executivo municipal reagiu às acusações com perplexidade.
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Em comunicado enviado ao Bnews, a prefeitura apontou que o veto à liberação do conjunto habitacional ocorreu por pendências de documentação por parte do Governo do Estado. Mas, segundo afirmou o prefeito de Salvador, em nenhum momento o Executivo Municipal barrou o evento pela falta dos documentos.
“A prefeitura disse ‘pode fazer o evento de vocês, não deixe de fazer o evento de vocês , pode dar acesso às pessoas’. O certo é entregar todos os documentos dentro do prazo como todos os empreendimentos da cidade fazem, tá aí o VLT que o presidente foi passear, não tem nem alvará de obra e está funcionando”, declarou Bruno.
Para Bruno, a polêmica se tratou de uma contradição provocada pelo próprio governo da Bahia. Bruno Reis ainda afirmou que a prefeitura autirizou a realização do evento na quarta-feira.
“O Estado nunca precisou de nenhuma autorização da prefeitura para iniciar ou para entregar qualquer obra, mesmo não tendo os documentos, mesmo não tendo os requisitos legais. Eu disse a Afonso Florence que ele poderia inaugurar a obra, para não frustrar o sonho das pessoas. Então na quarta-feira foi autorizado a entrega”, disse Bruno.
O prefeito ainda culpou a gestão estadual, alegando que eles teriam se embolado com a formação da chapa, atrasaram a programação e não falaram a verdade sobre o verdadeiro motivo da suspensão do evento.
“Eles atrasaram a programação, passaram a madrugada na formação da chapa e ao inves de falar a verdade vieram colocar a culpa no prefeito. Eles foram desleais e injustos. Está autorizado, as pessoas podem entrar nas casas, já está liberado, mas o governo precisa entregar os documentos”, concluiu.
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