Política

Caca Leão comenta interdição da passarela de acesso a camarotes: "Decisão judicial a gente cumpre, depois discute

Débora Marques / BNEWS
Justiça determinou a interdição da passarela, nesta quinta-feira (26)  |   Bnews - Divulgação Débora Marques / BNEWS

Publicado em 27/02/2025, às 14h50 - Atualizado às 15h14   Simoni e Rebeca Santos



O secretário de Governo da Prefeitura de Salvador, Caca Leão, manifestou -se sobre a decisão da Justiça que determinou a interdição da passarela, nesta quinta-feira (26), que dá acesso aos camarotes Glamour e Club, no circuito do Dodô.

Ao BNEWS, ele destacou que a prefeitura respeita a determinação, mas reforçou que a questão ainda pode ser debatida posteriormente.

"Olha, decisão judicial a gente cumpre, né? A gente cumpre e depois discute. Essa questão da passarela é um debate que vem acontecendo e que foi intensificado nos últimos anos. Não faz parte da minha alçada, essa é uma questão da Sedur [Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo] e da Semob [Secretaria Municipal De Mobilidade]. Mas, como tudo que é feito nessa prefeitura, é tratado com muita seriedade e respeito a todos", afirmou Caca Leão.

A decisão

A Justiça da Bahia determinou, nesta quarta-feira (26), a interdição imediata da passarela construída entre o Morro do Ipiranga e os camarotes Glamour e Club, no Circuito Dodô (Barra/Ondina), em Salvador.

A decisão foi tomada pelo juiz substituto de 2º grau Adriano Augusto Gomes Borges, da Terceira Câmara Cível, atendendo a um recurso do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento da Bahia (IAB-BA), que questionou a legalidade da obra.

O IAB-BA argumentou que a passarela foi construída sem autorização e licenciamento adequado, além de não contar com placas informativas sobre os responsáveis pela execução do projeto, o que contraria normas federais e municipais. O Instituto também apontou riscos estruturais e impactos negativos na mobilidade urbana durante o Carnaval.

A decisão judicial reconheceu que a ausência de informações sobre a construção inviabiliza a fiscalização e compromete a segurança pública. Além disso, registros fotográficos anexados ao processo mostram que parte da passarela foi erguida sobre fundações rasas em um solo inclinado, o que aumenta o risco de deslizamentos.

Com a determinação da Justiça, a Prefeitura de Salvador e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) devem interditar imediatamente a passarela e apresentar, em até 48 horas, todos os documentos relacionados à sua construção. A decisão também impede o uso da estrutura até que sejam apresentadas provas de sua regularidade e segurança.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)