Política
O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou neste sábado (15) que não apoiará o presidente Lula (PT) em nenhuma circunstância, inclusive em um eventual segundo turno. A manifestação foi feita em publicação no X após o candidato a vice de Caiado, Gilberto Kassab, declarar que Flávio Bolsonaro (PL) não teria chances na disputa e que o Centrão estaria ao lado do petista.
Na publicação, Caiado buscou reforçar seu histórico de oposição ao PT e lembrou que disputou a eleição presidencial de 1989 contra Lula. O candidato também citou sua atuação política nas eleições seguintes e sua participação no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. “Eu tenho quatro décadas de vida pública e nunca precisei explicar de que lado estou. Fui um dos articuladores do impeachment do PT. Presidi a UDR. Defendo a anistia. Entreguei Goiás com a maior queda de homicídios do país e sem dívida”, escreveu.
Caiado fez ainda uma retrospectiva de sua posição nas disputas presidenciais desde a redemocratização. “Em 1989 eu disputei a Presidência contra Lula. Em 1994 e em 1998, quando ele voltou a disputar, eu estava do outro lado. Em 2002, quando o PT chegou ao poder, houve gente do campo que hoje me cobra fidelidade que declarou publicamente voto em Lula. Eu não”, afirmou.
O candidato do PSD também mencionou as eleições de 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022 para sustentar que manteve uma posição de oposição ao partido ao longo das últimas décadas. “São trinta e sete anos, dez eleições presidenciais e um impeachment. Nunca houve um ano em que eu estivesse do outro lado, nem quando isso custava caro, nem quando não rendia um voto sequer”, declarou.
Na parte mais enfática da manifestação, Caiado descartou qualquer possibilidade de composição futura com Lula. “Em nenhuma hipótese, em nenhum cenário, em nenhum turno, eu estarei ao lado de Lula ou do PT. Não há acordo, não há negociação, não há segundo turno em que isso aconteça”, escreveu o candidato.
A declaração ocorre após as falas de Kassab provocarem repercussão no cenário eleitoral. Ao reafirmar sua posição, Caiado procurou afastar a possibilidade de que uma eventual movimentação do Centrão em direção a Lula implique adesão de sua candidatura ao petista. “Minha candidatura existe para tirar o PT do poder e para dar ao brasileiro uma opção que entrega resultado, não briga. É isso que eu vim fazer”, concluiu.
Eu tenho quatro décadas de vida pública e nunca precisei explicar de que lado estou. Fui um dos articuladores do impeachment do PT. Presidi a UDR. Defendo a anistia. Entreguei Goiás com a maior queda de homicídios do país e sem dívida.
— Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) August 15, 2026
Em 1989 eu disputei a Presidência contra…
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