Política
Publicado em 19/12/2024, às 08h59 Cadastrado por Daniel Serrano
A Câmara dos Deputados decidiu impor sigilo os registros de entradas de Francisco Wanderley Luiz, homem que se explodiu em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 13 de novembro deste ano. A Polícia Federal (PF) investiga o caso.
De acordo com o site Metrópoles, o portal encaminhou um requerimento à Câmara solicitando os registros de acesso do “homem-bomba” à Casa nos últimos cinco anos e quais gabinetes ou unidades ele visitou. No entanto, o acesso foi negado.
“Informa-se que a divulgação das informações solicitadas envolve questões sensíveis relacionadas à segurança orgânica da Câmara dos Deputados e o seu acesso irrestrito pode pôr em risco a segurança da Casa, além de comprometer as investigações em andamento, razão pela qual devem ser preservadas no âmbito interno desta instituição”, diz a Câmara na resposta.
A Câmara diz ainda que a previsão da Lei de Acesso que permite o sigilo quando as informações podem “comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento, relacionadas com a prevenção ou repressão de infrações”. Além disso, o compartilhamento da informação poderia “pôr em risco a segurança de instituições ou de altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familiares”.
Francisco Wanderley Luiz morreu ao explodir um artefato caseiro contra a própria cabeça, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Antes, ele disparou uma outra bomba no estacionamento próximo ao Anexo 4 da Câmara dos Deputados e lançou outras em direção ao prédio do STF. Antes do episódio, Francisco entrou na Câmara para ir ao banheiro.
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