Política

Tarifaço de Trump: Câmara Americana de Comércio afirma que empresas são contra reciprocidade brasileira

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Pesquisa da Amcham aponta que 88% dos empresários avaliam que melhor para o Brasil é buscar uma solução negociada para o Tarifaço de Trump  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert / PR
Humberto Sampaio, direto de Brasília

por Humberto Sampaio, direto de Brasília

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Publicado em 31/07/2025, às 15h26 - Atualizado às 15h39



Um levantamento feito pela Câmara de Comércio Americana para o Brasil (Amcham) com 162 empresas brasileiras e multinacionais, aponta que a imensa maioria delas considera que o Brasil deve evitar retaliação imediata às tarifas de 50% anunciadas pelos Estados Unidos e priorizar a negociação diplomática.

Segundo a pesquisa, 88% defendem que o melhor caminho é negociar, sem recorrer a medidas de reciprocidade e 86% avaliam que uma retaliação imediata agravaria tensões e reduziria o espaço para diálogo. Apenas 10% apoiam medidas imediatas de reciprocidade.

O estudo aponta ainda que 59% das empresas que exportam para os Estado Unidos preveem interrupção total ou queda acentuada nas vendas para o mercado norte-americano, com o Tarifaço de 50% anunciado por Trump para o próximo dia 6 de agosto. Para a Amcham, esse indicador representa uma ameaça a setores estratégicos do comércio bilateral Brasil/EUA.

A pesquisa foi conduzida entre 24 e 30 de julho de 2025, antes da publicação da ordem executiva americana. A Amcham calculou que a lista de exceções divulgada em 30 de julho contempla 694 produtos, representando US$ 18,4 bilhões em exportações brasileiras no último período apurado (2024). O valor corresponde a 43,4% do total de US$ 42,3 bilhões exportados pelo Brasil para os EUA.

Segundo Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil: “Os resultados da pesquisa revelam com nitidez os potenciais impactos que tarifas mais altas representam para os negócios – desde a interrupção de exportações até o redirecionamento de investimentos globais. É fundamental intensificar a busca por uma solução que preserve os ganhos econômicos e sociais da relação entre Brasil e Estados Unidos.”

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