Política

Caminhoneiros culpam Bolsonaro por alta dos combustíveis e falam em greve

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (ABRAVA), e um dos líderes da greve dos caminhoneiros de 2018, disse que o "país vai parar novamente"

Publicado em 17/06/2022, às 15h59    Marcelo Camargo/Agência Brasil    Redação BNews

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (ABRAVA), e um dos líderes da greve dos caminhoneiros de 2018, Wallace Landim, popularmente conhecido como "Chorão", culpa o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) pela alta dos combustíveis no país e já fala em uma possível greve da categoria. Segundo ele, o "país vai parar novamente", caso a política de preços da Petrobras não seja modificada.

Em nota, Chorão culpou Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo reajuste dos combustíveis. 

Nesta sexta-feira (17), a Petrobras anunciou um novo aumento dos combustíveis. Serão anunciados alta de 5,2% no preço da gasolina e de 14,2% do diesel. O argumento da diretoria é o de que os preços estão muito defasados em relação ao mercado internacional e não é mais possível esperar. A estatal vem ressaltando risco de faltar diesel no segundo semestre.

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Também nesta sexta, o em decisão monocrática, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deteminou alíquota fixa do ICMS dos combustíveis em todo país. A decisão suspende a eficácia do convênio assinado pelo Conselho Nacional de Polícia Fazendária (Confaz) em março deste ano, em que os secretário estaduais de Fazenda estabeleceram alíquota por litro do diesel em R$1,006, mais alta que a praticada na maioria dos estados.

“O governo se acomodou e, por ironia do destino, o ministro apelidado de posto Ipiranga, que deveria resolver esse problema, é o grande culpado deste caos. Hoje chegamos nesse ponto crítico, sendo que ainda temos sérios riscos de falta de diesel. Bolsonaro precisa entender que ficar dando ‘chilique’ não vai resolver o problema. A verdade é que, de uma forma ou de outra, mantendo-se essa política cruel de preços da Petrobras, o país vai parar novamente. Se não for por greve, será pelo fato de se pagar para trabalhar. A greve, no entanto, é o mais provável”, afirmou Chorão.

Bolsonaro criticou o reajuste anunciado pela Petrobras e pediu à Câmara dos Deputados a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Segundo o presidente, o reajuste é "uma traição para com o povo brasileiro". 

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