Política

Campanha em Camaçari expõe o baixo nível da disputa por uma prefeitura

Imagem Campanha em Camaçari expõe o baixo nível da disputa por uma prefeitura
Neste domingo, Flavio Matos e Luiz Caetano disputam o comando de um dos maiores PIBs do Nordeste  |   Bnews - Divulgação
Cintia Kelly

por Cintia Kelly

cintiakelly@yahoo.com

Publicado em 26/10/2024, às 22h46 - Atualizado às 23h23



Um segundo turno de ataques e violência. Assim será lembrada a campanha eleitoral em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador. Neste domingo (27), Flavio Matos (União Brasil) e Luiz Caetano (PT) voltam a rivalizar nas urnas.

Os dias que antecederam este domingo foram marcados por carreatas, comícios, caminhadas e muita acusação de lado a lado. O segundo tempo do pleito começou com Flavio perdendo lideranças cooptadas por Caetano. Ao reagir, o candidato de Elinaldo Araújo a sucessão forjou um ‘time’ de apoio na RMS com prefeitos e vereadores eleitos, não apenas do União como de partidos de oposição ao PT.

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Mas a briga entre Caetano e Flavio extrapolou o tom do bom debate, e a temperatura detonou o termômetro. Flavio e seu grupo acusaram Caetano e o PT de conluio com facções criminosas, que teria, grosso modo, impedido o candidato de pedir votos em determinadas áreas da cidade.

Por outro lado, Caetano acusa seu oponente de “sequestrar” e coagir servidora a declarar apoio a ele. O petista também acusa Flavio de tentar comprar voto.

As propostas para a população de Camaçari ficaram em segundo plano para os candidatos. Uma rápida ‘olhada’ nas redes sociais dos postulantes a prefeito é um retrato do que se tornou a campanha: um deserto de ideias e um vasto lamaçal.

A guerra pela prefeitura de Camaçari, que tem matado reputações, tem como pano de fundo as eleições de 2026. Na cidade onde ACM Neto ganhou em 2022, o União Brasil que manter o comando. O PT, por sua vez, quer tirar de ACM Neto a possibilidade de em 2026 sair vitorioso na cidade.

Apoiadores das duas campanhas não arriscam resultado. Deve vence quer esquematizar com mais estrutura a boca de urna, mecanismo, inclusive, ilegal.

Eleições sempre renderam dor de cabeça ao TSE

As eleições em Camaçari já foram problematicas. Por lá, no início dos anos 2000, havia mais eleitor do que morador.

Em 2002, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitou a presença de tropas federais durante a eleição. Durante meses, quase 18 mil títulos foram cancelados. Havia a suspeitas que os donos dos títulos não moravam na cidade. Uma rua com 38 casas tinha 3.086 pessoas inscritas para votar, segundo o TSE.

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