Política

Candidata pode ter registro barrado por usar sobrenome ‘Bolsonaro’ sem ser da família

Jair Bolsonaro e Fabiana "Bolsonaro" - Reprodução/Redes Sociais
Procuradoria Eleitoral pediu a impugnação e afirma que sobrenome pode confundir eleitores e provocar migração de votos  |   Bnews - Divulgação Jair Bolsonaro e Fabiana "Bolsonaro" - Reprodução/Redes Sociais
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 09/08/2026, às 08h31



A Procuradoria Regional Eleitoral pediu a impugnação da candidatura à reeleição da deputada estadual por São Paulo Fabiana de Lima Barroso, conhecida por Fabiana Bolsonaro (PL). 

Mesmo utilizando o sobrenome, a parlamentar não possui nenhum parentesco com a família Bolsonaro. Segundo o órgão, o uso do nome da urna pode confudir o eleitor.

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“Trata-se, portanto, de nome de urna capaz de estabelecer dúvida quanto à identidade da candidata, o que é expressamente vedado. Ademais, o uso de ‘Bolsonaro’ no nome de urna por candidato que não pertence à família do ex-Presidente da República nem possui o referido sobrenome em seu registro civil pode gerar migração de votos e causar desequilíbrio no pleito”, afirmou o procurador Paulo Taubemblatt.

O Partido Liberal (PL) tem um prazo de sete dias ara contestar a impugnação apresentada nos autos.

De acordo com o documento, a deputada também tenou utilizar o sobrenome Bolsonaro nas eleições de 2022, quando foi eleita para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Na época, a Justiça Eleitoral impediu o lançamento da candidatura cin este sobrenome, e ela acabou optando por usar "Fabiana B." nas urnas.

Blackface

Fabiana causou polêmica ao, em março deste ano, ser acusada por parlamentares opositores de racismo e transfobia durante discurso na Alesp.

Em protesto contra a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), a parlamentar pintou o rosto com tinta marrom e afirmou estar se assumindo uma mulher negra. A ação da deputada é conhecida como “blackface”. 

A manifestação da deputada ocorreu por conta de Hilton, uma mulher trans, ter assumido a presidência da Comissão dos Direitos das Mulheres na Câmara de Deputados.

“Eu, sendo uma pessoa branca, vivendo tudo o que eu vivi como uma pessoa branca, agora aos 32 anos, decido me maquiar, me travestir como uma pessoa negra, me maquiando e deixando só o fora parecer. E aqui, eu pergunto: e agora? Eu virei negra? Eu senti o desprezo da sociedade por uma pessoa negra que jamais deveria existir?”, disse Fabiana.

O discurso da parlamentar foi interrompido pelas deputadas Monica Seixas (PSOL) e Ediane Maria (PSOL) que acusaram Fabiana de de transfobia, racismo e prática de blackface.

Em resposta, Fabiana disse que se tratava de um “experimento social”. A sessão acabou em bate boca e foi encerrada pelo presidente da Alesp, Fábio Faria de Sá (Podemos).

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