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Deputada bolsonarista faz Blackface ao discursar contra mulheres trans; veja vídeo

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Fabiana bolsonaro cometeu ato racista para criticar mulheres trans, em especial, Erika Hilton  |   Bnews - Divulgação Reprodução/redes sociais
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 18/03/2026, às 18h36



Durante sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) fez um protesto contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A crítica ocorreu devido a parlamentar federal, que é uma mulher trans, ter assumido a presidência da Comissão dos Direitos das Mulheres na Câmara de Deputados.

Durante seu discurso no púlpito da Alesp, Fabiana, que é uma mulher branca, se pintou com tinta marrom e afirmou estar se assumindo uma mulher negra. A ação da deputada é conhecida como “blackface”, uma prática racista onde pessoas brancas se pintam em tons de pele retinta para ridicularizar pessoas negras.

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“Eu, sendo uma pessoa branca, vivendo tudo o que eu vivi como uma pessoa branca, agora aos 32 anos, decido me maquiar, me travestir como uma pessoa negra, me maquiando e deixando só o fora parecer. E aqui, eu pergunto: e agora? Eu virei negra? Eu senti o desprezo da sociedade por uma pessoa negra que jamais deveria existir?”, disparou.

A deputada - que apesar do nome não é, de fato, da família Bolsonaro - tentou fazer uma analogia com a identidade de gênero de Erika. O discurso da parlamentar foi interrompido pelas deputadas Monica Seixas (PSOL) e Ediane Maria (PSOL) que acusaram Fabiana de de transfobia, racismo e prática de blackface.

Em resposta, Fabiana disse que se tratava de um “experimento social”. A sessão acabou em bate boca e foi encerrada pelo presidente da Alesp, Fábio Faria de Sá (Podemos). Entretanto, mesmo com as acusações o presidente permitiu que ela encerrasse o tempo de fala 

“Eu quero justamente mostrar que não adianta me maquiar. Não adianta eu fingir algo. Eu não sei as dores que as mulheres negras lá, naquele evento que tiveram no governo federal, sentiram quando dormiam no estábulo. Mas agora eu não sou negra [...] Eu não sei as dores da essência que essas pessoas tiveram [...] Não adianta se travestir de mulher. Não estou ofendendo nenhum transexual. Eu estou dizendo que eu sou mulher. A mulher do ano não pode ser transexual. Isso está tirando a mulher que inventou a vacina. Alguém tirou o lugar dela para colocar uma transexual”, falou ela.

Veja vídeo:

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