Política

1ª sessão da Comissão das Mulheres presidida por Erika Hilton é marcada por confusão e deboches

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Erika Hilton foi acusada de chamar mulheres de “cadelas” e foi cobrada por parlamentares bolsonaristas  |   Bnews - Divulgação Reprodução/redes sociais
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 18/03/2026, às 17h32



A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) estreou, nesta quarta-feira (18), como presidente da Comissão da Mulher na Câmara de Deputados, marcada por tensão, embates e deboches. Assim que abriu a sessão, anunciou que alguns requerimento que haviam sido apresentados foram deixados de fora da pauta por “critérios técnicos”.

Entre esses requerimentos estavam moções de repúdio à própria presidente da comissão, por falas relacionadas a ela, onde teria chamado mulheres de “cadelas” além de moções de apoio a declarações do apresentador Ratinho sobre Erika. A maioria dos requerimentos havia sido proposta por parlamentares contra a eleição de Erika para presidir a comissão.

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Segundo a deputada psolista, a exclusão teve haver com inadequações das propostas com as regras regimentais. No entanto, a deputada Chris Tonietto (PL-RJ) rebateu Erika, apontando que a decisão dela “cerceia o exercício das prerrogativas dos membros dessa comissão” e tratam de temas pertinentes.

Segundo as deputadas bolsonaristas, um dos requerimentos tratava de uma mensagem escrita por Hilton, onde as direitistas apontaram que as declarações “transfóbicos e imbeCIS” e “Podem espernear. Podem latir” se referia a todas as mulheres. Ela disse ainda que Erika chamou todas as mulheres de “cadelas”. Erika negou e disse que sua fala se referia a um grupo limitado.

Recomendada pelo PSOL em não cair em provocações, a presidente da comissão decidiu que solicitará uma reavaliação técnica dos requerimentos para, dessa forma, serem incluídos na pauta. No entanto, o clima de confronto entre as deputadas seguiu.

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