Política
Dezenas de páginas relativas aos sigilos fiscal e bancário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, obtidos pela Operação Lava Jato do Rio de Janeiro em 2019 e depois declarados nulos pela Justiça, foram divulgados pelo ex-procurador federal Deltan Dallagnol (Novo).
O candidato juntou os documentos ao seu próprio registro de candidatura ao Senado pelo Paraná. Os arquivos foram extraídos pelo próprio Dellagnol de um dos processos sigilosos que tramitam contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Os docuemntos foram incluídos na íntegra pelos advogados dele no sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) com objetivo de rebater a tentativa de impugnação da candidatura, sem qualquer pedido para que fossem deixados sob sigilo.
À época advogado da defesa do então ex-presidente Lula (PT), principal alvo da Lava Jato, Zanin teve seus sigilos quebrados em 2019, por ordem do juiz Marcelo Bretas, sob a acusação de desvio de dinheiro público.
O escritório de Zanin era contratado da Fecomércio-RJ, que por sua vez recebia dinheiro de repasses compulsórios do Sesc-RJ e do Senac-RJ (recursos do “Sistema S”). Tanto o gabinete do ministro do STF, Cristiano Zanin, como também a campanha de Deltan Dallagnol, não se manifestaram sobre o vazamento.
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