Política

Capitão Alden cobra reação da Câmara no caso Carla Zambelli: "Sinal de perigo"

Devid Santana / BNews
Capitão Alden afirma que a prisão de Zambelli desrespeita a Constituição e critica a inclusão de terceiros na decisão do STF  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews


O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) saiu em defesa da colega de partido Carla Zambelli, que deixou o Brasil antes a expedição de um mandado de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar questionou a legalidade da ordem de prisão e acusou o Judiciário de supostamente violar prerrogativas parlamentares e garantias constitucionais.

“Primeiramente, nós, deputados de oposição, especialmente do PL, nos solidarizamos com a situação da deputada federal Carla Zambelli, que ainda está deputada federal e, portanto, goza de todas as prerrogativas que o cargo disponibiliza”, declarou Alden em entrevista no Hotel Fiesta, em Salvador, durante evento “SOS Bahia”, nesta quinta-feira (05).

Segundo ele, a prisão desrespeita o artigo 53 da Constituição Federal. “A Constituição Federal é muito clara. Quando diz que o parlamentar, seja ele deputado federal ou senador da República, uma vez diplomado, só pode ser preso em flagrante delito ou se isto for autorizado pelo Congresso Nacional, o que não foi nenhum caso e nem outro”, afirmou.

"Isso é um sinal de perigo para a nossa liberdade"

O deputado também criticou o fato de terceiros terem sido incluídos na decisão do STF. “Isso fere de morte também o princípio da individualização da pena. Isso é um sinal de perigo para a nossa liberdade como cidadãos e como parlamentares, que estão sendo violados repetidas vezes pelo STF”, disse.

Por fim, Alden cobrou do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), uma postura mais firme para garantir as prerrogativas dos parlamentares. “A gente tem cobrado do Hugo Motta um posicionamento firme para que ele, de fato, garanta as prerrogativas dos parlamentares no cumprimento das suas atividades”, concluiu.

Carla Zambelli foi condenada por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entre outras acusações.

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