Política

Capitão Alden pede união da direita após conflitos no PL durante ato bolsonarista em Salvador

Devid Santana / BNews
Deputado federal afirma que manifestações marcam retorno das mobilizações contra o governo Lula e ministros do STF em todo o Brasil  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews


O deputado federal Capitão Alden (PL) afirmou neste domingo (1º), durante manifestação no Farol da Barra, em Salvador, que o ato marca a retomada das mobilizações de rua contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, o movimento ocorre simultaneamente em capitais do país.

“É um dia importante, não somente para a Bahia, mas para o Brasil. Em todas as principais capitais do país, estamos iniciando, reiniciando o movimento de rua com o tema Fora Lula, Fora Moraes, Fora Toffoli e fora todos aqueles que estão desrespeitando a nossa Constituição Federal. Vamos fazer isso de forma legítima. através do meio legislativo que nós temos hoje.”

O parlamentar negou qualquer intenção de ruptura institucional e defendeu que as mudanças ocorram por meio dos instrumentos previstos na Constituição.

“E como é que nós tiramos Lula, tiramos Moraes, tiramos Toffoli? Através do processo legislativo. Não é golpe, não é tentativa de golpe, não é insurgência e muito menos mobilização a pegar em armas ou qualquer movimento não legítimo ou não democrático. É a via jurídica e a via legislativa. Especialmente a pressionar senadores da República a cumprir com seu papel constitucional, que é o quê? Convocar os ministros do STF e, obviamente, fazer as perguntas necessárias, especialmente quanto aos abusos que vêm sendo cometidos em nome da defesa da democracia. Esse é o ponto central.”

O bolsoanrista baiano também criticou decisões do Supremo e afirmou que há desequilíbrio entre os Poderes.

“Segundo ponto, chamar a atenção do Brasil e do mundo, que o que está acontecendo no Brasil não é normal. Nenhuma democracia em nenhum lugar do mundo vive o que nós vivemos, um poder sobrepor a outros poderes. A Constituição é clara, ele tem que ser harmônico, ele é independente, mas há separação dos poderes de cada um com suas competências, e não vemos isso. Tivemos um único ministro, monocraticamente, passando por cima das decisões da Câmara e do Senado Federal. Isso é um absurdo. Então é isso que a gente está chamando a atenção, para que a sociedade entenda que nós não estamos vivendo uma democracia.”

Sobre disputas internas no PL, o deputado avaliou que divergências são naturais no cenário político e mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Com relação aos eventuais conflitos internos dentro do PL, eu acho que isso é normal. Primeiro porque na política não existe vacância do poder. Bolsonaro, ao deixar a presidência da República e ao ser preso injustamente, ele deixou vago esse poder, essa representação da direita no Brasil. Então, o que está em jogo é isso. Quem vai ser o herdeiro dessa hegemonia bolsonarista no Brasil? Então é natural que haja disputas internas, mas eu creio que a partir da liderança de Bolsonaro, e ele já o fez hoje, não sei se vocês viram, ele postou uma carta inscrita de próprio punho, chamando a nação, em especial a direita, a se unir e seguir as suas orientações. Então eu creio que apesar dos burburinhos, no momento certo, vamos sentar, vamos trocar tiro, vamos dar porrada dentro do ambiente fechado, e que for definido pelo Presidente e será seguido por todos nós.”

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