Política

Carlos Muniz quebra o silêncio sobre embate com o PSDB e revela prioridade nas eleições

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Muniz afirma que a insatisfação era com a nominata do PSDB e não com o partido, destacando a necessidade de acordos cumpridos.  |   Bnews - Divulgação BNews
Carolina Papa e Daniel Serrano

por Carolina Papa e Daniel Serrano

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 08/04/2026, às 16h20 - Atualizado às 16h46



O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), revelou detalhes sobre o fim do impasse dele com o PSDB sobre a definição das nominatas do partido para as eleições deste ano

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Em entrevista coletiva durante a sessão ordinária da CMS desta quarta-feira (8), Muniz garantiu que não teve qualquer problema com o partido, apenas defendeu um acordo que foi feito entre ele e outros membros do PSDB. 

"Na realidade, eu nunca tive problema com o PSDB, não. Meu problema era com a nominata que foi feita pelo PSDB, que eu não concordava. Tanto não concordava que foi feito uma de uma forma, em que foi prometida. E aí sim, nós ficamos satisfeitos", disse Muniz. 

"Eu não penso na candidatura, na pré-candidatura do meu filho, somente. Eu penso em um partido forte e, quando alguém faz acordo e promete algo, tem que cumprir.Se for feito dessa forma, nunca vai existir reclamação. Agora, se for feito diferente, pode ter certeza que eu tenho coragem de reclamar. Então é melhor reclamar pra ver se realinha, como foi realinhado, do que fazer algo que depois seja chamado de traição", acrescentou. 

O presidente da CMS ainda despistou sobre qual chapa vai apoiar nas eleições deste ano. Muniz garantiu apenas o apoio à candidatura do filho, Carlo Muniz Filho, a deputado federal. Atualmente, o PSDB integra a base aliado do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e do pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil). 

"Meu candidato vai ser candidato a senadores e governador que o PSDB apoiar. Eu tenho uma candidatura de deputado federal que é a candidatura de meu filho. Se eu tenho uma preocupação com a minha, você pode ter certeza que eu vou ter uma preocupação com a candidatura de meu filho cem vezes mais", declarou.

Muniz também projetou um bom desempenho do PSDB nas eleições para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

"Pela montagem que foi feita, hoje é um partido que tanto deputado estadual como deputado federal, eu tenho certeza que vai ser a menor votação para que alguém consiga se eleger. Nós fizemos o cálculo  que se tiver uma média de 30 mil votos está eleito para deputado estadual e uma média de 60, 70 mil votos para deputado federal. Então, pode ter certeza que nenhum outro partido da base do prefeito Bruno Reis, com essa votação, irá eleger e o PSDB tem essa possibilidade", avaliou.

Avaliação da chapa governista 

O presidente da CMS comentou ainda sobre a confirmação de Geraldo Júnior (MDB) como pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). 

Muniz avaliou o anúncio como algo natural pela "fidelidade" que o emedebista demonstrou ao longo dos últimos três anos. O vereador do PSDB ainda descartou qualquer atraso na divulgação da chapa governista. 

"Todas as vezes que eu conversei com alguém do governo do estado, eu conversei até com o próprio governador Jerônimo Rodrigues, eu disse a ele que eu acharia que não deveria nem ser discutida a questão de vice pela fidelidade que Geraldo demonstrou durante esses três anos e quatro meses que está como vice-governador", disse. 

"Acho que a formação da Chapa poderia ser feita até o mês de final de julho, início de agosto, então não tem nada de atraso, não. Agora, as pessoas ficam ansiosas para saber a formação e essa ansiedade é natural. Mas, acho que não trouxe dificuldade nenhuma para a Chapa do governo, não", acrescentou.

Saída de deputado do PSDB

Na última janela partidária, que se encerrou no último sábado (4), o deputado estadual Paulo Câmara anunciou a sua saída do PSDB para se filiar ao PL. 

Muniz viu que a mudança feita pelo parlamentar foi feita para dar fôlego a sua carreira política. 

"Ninguém faz nada sem dialogar. A política é a arte do diálogo. Paulo Câmara tinha um problema onde ele via que o partido não tinha três deputados. Se ele tivesse um partido teria essa dificuldade. Tanto que quando ele saiu o partido foi turbinado e hoje pode fazer de quatro a cinco deputados estaduais. Mas é algo natural na política", disse. 

"Então Paulo Câmara entendeu que ele precisaria sair de fôlego para que o partido viesse a crescer e que ele também tivesse uma chance maior e em um partido como ele buscou, que foi o PL", finalizou.

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