Política
por Rebeca Santos
Publicado em 07/10/2025, às 08h20
Os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Evair de Melo (PP-ES) apresentaram na última segunda-feira (6) um pedido para que o empresário Marco Aurélio Gomes seja ouvido na CPMI do INSS, que apura um esquema de fraudes bilionárias envolvendo descontos indevidos em aposentadorias.
O deputado do PT também solicitou a quebra do sigilo bancário de Marco Aurélio, que foi diretor de quatro associações ligadas ao esquema: Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, ANDAPP e AASAP.
Essas entidades lucraram R$ 700 milhões com valores descontados dos contracheques dos aposentados.
Segundo o Metrópoles, Marco Aurélio é primo de Felipe Macedo Gomes, outro empresário envolvido no caso, que doou R$ 60 mil para a campanha de Onyx Lorenzoni, ex-ministro da Previdência, ao governo do Rio Grande do Sul em 2022.
A família Gomes também tem amizade com José Carlos Oliveira, outro ex-ministro da Previdência que já prestou depoimento na CPMI.
Após a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em abril, as quatro associações passaram a operar no mesmo endereço, em um prédio comercial em Alphaville, área nobre de Barueri, na Grande São Paulo.
Marco Aurélio atuava como diretor, gerenciando as finanças das entidades, que agora não possuem mais sede física.
Além dele, Solange Macedo, tia de Felipe, foi presidente da Masterprev e também é alvo de pedidos de convocação na CPMI, feitos por quatro deputados e dois senadores.
Marco Aurélio também tinha a função de garantir que as associações respondessem às demandas do INSS, relacionadas aos pedidos de reembolso das vítimas das fraudes.
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