Política

Caso das explosões em Brasília é tratado como terrorismo, diz diretor-geral da PF

André Richter / Agéncia Brasil
Duas explosões ocorreram na noite da última quarta-feira (13), em Brasília  |   Bnews - Divulgação André Richter / Agéncia Brasil

Publicado em 14/11/2024, às 12h53   Cadastrado por Daniel Serrano



O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (14) para detalhar como estão as investigações sobre as explosões que aconteceram na noite da última quarta-feira (13), nas proximidades da Praça dos Três Poderes, em Brasília.

De acordo com Rodrigues, o caso vem sendo investigado como terrorismo e que os grupos extremistas responsáveis por atos similares em anos anteriores seguem atuando.

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"Quero fazer um registro da gravidade dessa situação que nós enfrentamos ontem. Que apontam que esses grupos extremistas estão ativos e precisam que nós atuemos de maneira enérgica. Não só a Polícia Federal, mas todo o sistema da Justiça Federal. Entendemos que o episódio de ontem não é um fato isolado, mas conectado com várias outras ações", disse.

Inicialmente, o caso vinha sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal. No entanto, a PT e o Supremo Tribunal Federal (STF) devem assumir as investigações.

"Determinei a instauração do inquérito policial e o encaminhamento para a Suprema Corte em razão das hipóteses iniciais de atos que atentam contra o Estado Democrático de Direito. E também, de atos terroristas. Estamos tratando o caso sob essas duas vertentes", informou Andrei.

Autor do atentado

O responsável pelas explosões da última quarta-feira (13) foi identificado como Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos. Ele disparou artefatos na área em frente ao STF e morreu no local, após ser atingido por uma das explosões. O corpo de Francisco Luiz foi retirado do local apenas na manhã desta quinta-feira (14).  

Até o fim da manhã desta quinta, policiais ainda detonavam artefatos e pacotes suspeitos encontrados em um trailer que estava estacionado perto da Esplanada dos Ministérios e na casa alugada por Francisco no DF.

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