Política
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou pela manutenção da prisão preventiva do delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PC-RJ), Rivaldo Barbosa. O agente está detido sob suspeita de ser um dos mentores do assassinado da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes em 2018.
O parecer foi assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). No documento, o vice-procurador afirma que a prisão de Rivaldo Barbosa é necessária, uma vez que as investigações da Polícia Federal indicam a participação do delegado em um esquema de corrupção para assegurar a impunidade dos irmãos Brazão durante o período em que comandava a Polícia Civil.
“As investigações e depoimentos de testemunhas, como Élcio de Queiroz, corroboram a parceria entre Lessa e Macalé em outros homicídios praticados no Rio de Janeiro. A motivação do crime estaria ligada à atuação política de Marielle Franco, que prejudicava os interesses dos irmãos Brazão na exploração de áreas dominadas por milícias”, disse Hindemburgo Chateaubriand na decisão.
“Conforme o depoimento de Ronnie Lessa, Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, então chefe da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro, teve participação crucial no plano do homicídio de Marielle Franco, auxiliando no planejamento e garantindo a impunidade dos mandantes”, acrescentou.
A manifestação da PGR ocorreu após a defesa de Rivaldo Barbosa solicitar, em 23 de março, a revogação da prisão preventiva. O delegado está preso na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, desde março do ano passado.
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