Política
O Centro Cultural Que Ladeira é Essa? denunciou por meio de uma carta aberta nas suas redes sociais um atraso de mais de 180 dias, ou seja, seis meses, no repasse do patrocínio do evento centenário 'Banho de Mar à Fantasia', que movimenta o pré-carnaval na Ladeira da Preguiça, no Centro Histórico de Salvador.
Nossa instituição, junto com centenas de profissionais, artistas, fornecedores e ambulantes, segue enfrentando graves consequências dessa demora. Por isso, solicitamos uma audiência urgente com o Governador Jerônimo Rodrigues e a revisão do modelo de financiamento cultural do Estado da Bahia. Cultura é dignidade. Cultura é economia. Cultura é respeito", diz o comunicado.
O produtor executivo e coordenador do Centro Cultural, Marcelo Teles, disse ao BNews que a instituição vem buscando diálogo com técnicos da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), mas, segundo ele, as respostas são vazias e sempre informam novos prazos para o pagamento.
Nos deixa em uma forma de precarização. Porque, nesse mesmo tempo, a gente recebe muita pressão dos fornecedores. São cerca de 20 empresas que prestaram serviço para o Banho de Mar à Fantasia, isso nos desloca dessa relação de confiança que é o poder que a gente tem de fazer a execução de um evento gigantesco, que tem um público de mais 200 mil pessoas, que gera uma economia criativa de R$ 8 milhões em 12 horas de evento", afirmou.
O evento, segundo o produtor, envolve mais de 300 profissionais. Ele denuncia uma certa distância entre os técnicos da Sufotur e a cadeia artistica. Teles reclama da política cultural atual praticada na Bahia, que segundo ele, precariza a classe artística, especialmente, artistas e instituições negras. Ele diz que só quem tem lastro financeiro consegue se manter e que apenas pequenos grupos conseguem patrocínios.
A classe artística da Bahia e de Salvador está passando por um momento muito crítico, onde as políticas culturais não favorecem. Então, as produtoras que tem lastro, os artistas que tem lastro financeiro eles conseguem suportar esse tipo de política que gera prazos infinitos no repasse dos patrocínios", acrescentou.
Teles disse ao BNews que após a publicação da carta aberta, a Secretaria estadual de Relações Institucionais (Serin) entrou em contato e marcou uma reunião para a próxima quinta-feira (28), informação confirmada, em nota, pela Coordenação de Articulação Social (COAS) da pasta.
O BNews procurou a Secretaria de Cultura da Bahia (Secult) que disse não estar ligada ao evento e que, no Carnaval, o papel da pasta é o fomento do Carnaval do Pelô e o apoio às entidades do Ouro Negro. O BNews também tentou contato com o secretário Bruno Monteiro e com a Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), mas não teve retorno. O espaço segue aberto.
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