Política
por Rebeca Santos
Publicado em 08/05/2026, às 06h25
Milton Maluhy, CEO do Itaú e recém-eleito presidente do conselho de administração da Febraban, está sendo ironizado por defender a “moralidade” no setor bancário.
Em reuniões internas com outros bancos e plataformas que fazem parte da Febraban, Maluhy tem constrangido os executivos por terem vendido títulos do Banco Master com garantia do Fundo Garantidor de Créditos.
Segundo informações do Metrópoles, ele aumentou as agendas em Brasília para assumir o cargo na entidade. Nesses encontros reservados, Maluhy também culpa concorrentes pela alavancagem excessiva do banco de Daniel Vorcaro.
Essa postura de “xerife” está sendo questionada tanto na Faria Lima quanto em gabinetes de Brasília. As pessoas citam o envolvimento do Itaú no caso Americanas, considerado a maior fraude corporativa do país, como um “telhado de vidro”. Nessas conversas, o CEO do Itaú tem sido chamado de “santa puta”.
No caso do Banco Master, as fraudes causaram prejuízos ao Banco de Brasília e há suspeitas de que afetaram fundos de pensão. Mesmo assim, a maioria dos clientes foi protegida pelo FGC. Já no escândalo da Americanas, credores, fornecedores e acionistas minoritários tiveram perdas bilionárias, estimadas em cerca de R$ 20 bilhões.
O Itaú aparece na história das Americanas porque participava das operações de crédito que serviram de base para a fraude contábil.
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