Política
por Thiago Teixeira
thiago.teixeirajornalismo@gmail.com
Publicado em 27/10/2026, às 18h30 - Atualizado às 18h35
O coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta terça-feira (27) que os aliados do senador "não foram comunicados" de sua intenção em fugir do Brasil após da derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
A declaração foi dada à imprensa, em Brasília. O senador afirmou que, pela manhã, tentaram contatar Flávio e pessoas que estavam com ele após serem procurados por vários veículos de imprensa.
Recebi uma mensagem em que ele [Flávio Bolsonaro] dizia que ia dar um tempo e que depois conversaria conosco. Foi a única comunicação que tive com ele, ainda às 8h. De lá para cá nós não tivemos mais. [...] É evidente que não fomos comunicados", afirmou Rogério Marinho.
O parlamentar ainda afirmou que a base foi pega de surpresa, uma vez que, durante conversa com o próprio Flávio, foi colocado à mesa a possibilidade do senador assumir a liderança da oposição.
Ontem, conversamos sobre a necessidade de que Flávio, com os 60 milhões de votos que teve, assumisse o papel de liderança da oposição, diante de um governo que claramente tem feito mal ao país. [...] Então, claro que ficamos surpresos. Vou reiterar que nós não temos ainda notícia sobre seu paradeiro", afirmou o coordenador da campanha bolsonarista.
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e está a bordo de um avião com destino aos Estados Unidos. A informação foi confirmada por fontes da Polícia Federal (PF) e interlocutores próximos à família Bolsonaro e à campanha do parlamentar.
A saída ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes de Flávio e proibi-lo de viajar ao exterior. Flávio discutiu a possibilidade de deixar o Brasil com um grupo muito restrito de pessoas próximas.
Nas conversas, foram avaliados diferentes caminhos para uma eventual saída do país, mas o senador não chegou a comunicar uma decisão definitiva de viajar. Pelo contrário: disse aos interlocutores que preferia permanecer no Brasil para exercer o papel de oposição ao governo Lula.
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