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Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central do Brasil, morre aos 81 anos

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Chico Lopes deixa viúva, Araci Benites dos Santos Pugliese, com quem foi casado por quase 50 anos, uma filha e duas netas  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 08/05/2026, às 11h22



O economista Francisco Lafaiete Lopes, conhecido como Chico Lopes, morreu nesta sexta-feira (8) no Rio de Janeiro, aos 81 anos. Ele estava internado no Hospital Pró-Cardíaco.

Formado na UFRJ, com mestrado na EPGE da FGV do Rio, berço do pensamento acadêmico de linhagem neoclássica e ortodoxa na teoria econômica nacional, e doutorado na Universidade Harvard, nos EUA, Lopes fundou o programa de pós-graduação do Departamento de Economia da PUC-Rio, no fim dos anos 1970.

Ele esteve envolvido na elaboração do Plano Cruzado, em 1986, e do Plano Bresser, em 1988. Ao longo desse período, teve breves atuações no governo, como quando trabalhou no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 1979.

Não chegou a participar do governo Itamar Franco, mas foi consultado pela equipe de economistas que elaborou o Plano Real sobre as medidas que  estabilizariam a hiperinflação que assolava o país, em 1994. Era próximo de dois deles, Edmar Bacha e Pedro Malan, os dois foram convidados para o Departamento de Economia da PUC-Rio por Lopes, ainda nos anos 1970.

Chico Lopes deixa viúva, Araci Benites dos Santos Pugliese, com quem foi casado por quase 50 anos, uma filha e duas netas.

Apesar da sólida carreira, Lopes se tornou conhecido do grande público por causa do escândalo Marka Fonte Cindam, em 1999, quando presidia o Banco Central (BC).




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