Política
Além de subprefeituras, órgãos como Limpurb atuam para eleger vereadores
Depois que o BNews fez matéria mostrando que o subprefeito do Subúrbio, Afonso Celso, vem trabalhando exclusivamente para o candidato a vereador Marcelinho Guimarães Neto (União Brasil), choveu reclamação para que fizéssemos com maior abrangência a atuação seletiva dos subprefeitos.
Criadas para descentralizar os serviços públicos, as subprefeituras são aparelhadas para servir a quem as aparelhou, sobretudo, no período eleitoral.
As eleições deste ano escancararam o uso político delas. Kelly Moraes, hoje atuando no bairro de Valéria, já trabalhou bastante para o líder do governo na Câmara, Kiki Bispo. Agora, fontes do Thomé de Souza dizem que ela está a serviço de Omar Gordilho, ex-Limpurb.
Aliás, Gordilho, filiado ao PDT, é aposta para conseguir assento na Câmara. Gente para empurrá-lo não falta. Com Carlos Augusto Gomes o substituindo na Limpurb, Gordilho tem a garantia de que a empresa de lixo vai trabalhar para elege-lo.
Aos 'irmãos', tudo
Alessandro Castro, subprefeito de Cajazeiras, tem dedicado tempo maior a atender as demandas do presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB). Mas foi visto atendendo ao candidato Zilton Netto (PDT).
Os diretores das prefeituras bairro Liberdade, Cabula e Barra/Pituba, Wagner Andrade, André Maracajá e Ian Mariani, respectivamente, estão empenhado sem reeleger Roberta Caires. A ordem, inclusive, é do ex-prefeito ACM Neto.
Também das bandas da Praça Municipal vem a informação de que Décio Martins, superintendente da Transalvador, tem priorizado atender a Zilton Netto, ex-Codecon, que vai disputar uma vaga de vereador pelo PDT.
Virgílio Daltro é outro que só atende as demandas dos irmãos da igreja. Evangélicos com assento na Câmara têm portas abertas na Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal).
Para Bruno Reis e José Ronaldo, Bolsonaro virou leproso?
Rei morto, rei posto. O ex-presidente Jair Bolsonaro nunca gozou de popularidade na Bahia. Apesar disso, alguns políticos de alta patente daqui declaram voto no ex-capitão do Exército nas eleições de 2018 e 2022.
Dentre eles, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, que busca a reeleição, e o ex-gestor de Feira, José Ronaldo, cujo sonho é comandar a cidade pela quarta vez.
Em seu discurso, durante convenção que homologou sua candidatura, o prefeito Bruno Reis não citou o nome Bolsonaro. Tampouco o fez na coletiva de imprensa.
Zé Ronaldo, dias atrás, em entrevista a mim, estrilou quando teve seu nome associado ao do ex-presidente. Ao ser indagado se vai recusar um apoio explícito do ex-presidente, irritado, José Ronaldo saiu-se com essa. “Ele não vai dizer isso. Ele entende que agora é uma eleição para prefeito”.
O ex-prefeito de Feira nem de longe lembra o candidato a governador que, em 2018, pediu, durante debate na TV Bahia, voto para Bolsonaro para desespero de ACM Neto.
Aliás, ambos ficaram um tempo sem se falar por causa deste episódio.
O velho PP de guerra
O PP não vive apartado do poder. Se não o maior, certamente o Progressista é o mais importante partido fisiológico. Isso posto, nada mais natural que a sigla volte aos braços do governo petista.
Em nível estadual o PP ficará com Jerônimo Rodrigues. Em Salvador, com Bruno Reis. Qual é a novidade? Nenhuma. Zero.
Mario Júnior atua em causa própria
A única coisa que pode diferenciar a vontade de o presidente estadual da sigla, deputado federal Mario Negromonte Júnior, voltar a ser governo, é tornar a esposa, atualmente procuradora do Tribunal de Contas dos Municípios, a próxima conselheira da Corte. A tarefa é difícil, mas se ele se mantivesse na oposição nem Tom Cruise conseguiria ajudá-lo.
Talvez uma foto ao lado de Jerônimo Rodrigues, com a legenda o chamado de amigão, possa surtir algum efeito. Vai que…
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