Política
O deputado federal Claudio Cajado (PP/BA) afirmou nesta quarta-feira (22) que a decisão da União Progressista — federação formada por PP e União Brasil — de não firmar aliança nacional com o PL não deve enfraquecer a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
A declaração foi dada durante a convenção que lançou ACM Neto (União Brasil) como candidato ao Governo da Bahia, tendo Zé Cocá (PP) como vice, além de Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) na disputa pelo Senado. O evento ocorreu no Centro de Convenções de Salvador.
“Não acredito que enfraqueça [a candidatura de Flávio Bolsonaro]. Obviamente que, se tivesse a coligação, teria mais tempo na televisão, equivaleria até parte a parte à coligação do PT”, avaliou Cajado.
Segundo o parlamentar, a neutralidade foi definida como estratégia para permitir que PP e União Brasil construam alianças diferentes nos estados e ampliem suas bancadas na Câmara dos Deputados. “Nós consensualizamos na União Progressista que é melhor, do ponto de vista estratégico para eleger os deputados federais, manter a neutralidade. Porque isso vai favorecer as alianças nos estados”, explicou.
Cajado afirmou que a federação pretende eleger entre 100 e 110 deputados federais. Para ele, uma bancada desse tamanho terá papel decisivo nas negociações com o próximo presidente da República e na composição das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado. “A neutralidade é a melhor opção para atingirmos o objetivo de eleger mais de 100, 110 deputados federais”, declarou.
Questionado sobre eventuais apoios a governos após as eleições, o deputado disse que as conversas dependerão da composição política resultante das urnas. Ele também projetou que União Progressista, PL, Republicanos e PSD poderão formar um conjunto de forças de centro com mais de 257 deputados, número suficiente para garantir maioria na Câmara.
“Qualquer governo vai desejar governabilidade. Nós queremos deixar que o processo eleitoral se desenvolva, que as pessoas se manifestem através do seu voto”, afirmou. De acordo com Cajado, somente depois do resultado será possível avaliar se a conjuntura estará “mais à esquerda, mais ao centro ou mais à direita” e decidir se a União Progressista participará ou não do futuro governo.
O parlamentar acrescentou que PP e União Brasil pretendem preservar a aliança após o pleito, embora continuem atuando como partidos independentes. “Queremos continuar com essa aliança porque julgamos que o centro é um conjunto de forças que tem sempre contribuído para esse movimento no Brasil”, concluiu.
Classificação Indicativa: Livre
Smartwatch top
Notebook Poderoso
Imperdível
Qualidade JBL
Baixou o preço