Política

Com risco de ser preso, Bolsonaro cancela compromisso com aliados

Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
As reuniões que Bolsonaro cancelou visavam votar moções de repúdio contra decisões do STF, reforçando a narrativa de perseguição.  |   Bnews - Divulgação Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 22/07/2025, às 10h54 - Atualizado às 10h54



O ex-presidente Jair Bolsonaro cancelou os compromissos que tinha com aliados que tinha agendado para a manhã desta terça-feira (22). Ele era esperado em comissões da Câmara dos Deputados, mas desistiu. A decisão foi tomada poucas horas depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinar que sua defesa explique a visita que fez ao Congresso Nacional na tarde desta segunda-feira (21). 

Após a desistência dos compromissos na Câmara dos Deputados, Bolsonaro decidiu seguir para a sede do PL. 

As sessões previstas para esta terça-feira (22) iriam acontecer nas comissões de Segurança Pública e de Relações Exteriores da Câmara, para que fossem votadas  moções de repúdio contra decisões recentes do STF envolvendo Bolsonaro. Os encontros tinham o objetivo de reforçar o discurso de perseguição por parte do Judiciário.

Além da ausência de Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também proibiu a realização de duas reuniões na Casa previstas para esta terça-feira (22). 

Na última segunda-feira (21), Bolsonaro esteve no Congresso Nacional para se encontrar com deputados aliados. Na oportunidade, o ex-presidente voltou a insistir na aprovação da proposta de anistia para os condenados e investigados pelos atos golpistas do dia 8 de janeiro. Porém, a proposta enfrenta resistência no Congresso e  no governo.

Ainda durante a visita ao Congresso, Bolsonaro mostrou a tornozeleira eletrônica e criticou as medidas impostas por Moraes. Poucas horas depois, o ministro determinou que a defesa do ex-presidente se manifeste sobre possível violação das medidas, apontando para a possibilidade de Bolsonaro ter burlado as restrições.

Ainda no despacho, Moraes disse ainda que, caso não haja justificativa adequada, poderá decretar a prisão imediata de Bolsonaro.

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