Política

Com vitória inédita nas redes, PT vai manter pressão sobre o Congresso

Lula Marques / PT
O presidente Lula e o PT buscam apoio nas redes sociais para pressionar o Congresso a taxar os mais ricos e setores isentos.  |   Bnews - Divulgação Lula Marques / PT

Publicado em 05/07/2025, às 10h28   Cadastrado por Daniel Serrano



O partido do presidente Lula, o PT, deve seguir os passos do governo de continuar pressionando o embate nas redes sociais sobre a resistência do Congresso Nacional no debate de taxar os mais ricos e cobrar imposto de setores da economia atualmente isentos.

Em entrevista ao site Metrópoles, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, disse que o “campo progressista” não pode desistir do que considera uma luta por justiça tributária.

“Claro que vai continuar, não podemos perder. É um debate legítimo na sociedade sobre os programas… Temos que defender a nossa posição. Querem que fiquemos calados? Não vejo problema algum em o PT e as forças progressistas defenderem e atuarem por uma tributação mais justa, em que os ricos paguem a conta”, afirmou o petista sobre a campanha das esquerda em resposta a decisão do Congresso de derrubar o reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A esquerda vem tendo uma vitória na disputa de narrativas nas redes sociais está causando desconforto no Congresso. Nas redes sociais, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se tornou o principal alvo de críticas. O parlamentar foi chamado de “traidor” por ter assumido o comando da Casa com apoio do governo e impor uma derrota histórica aos aliados.

A crise do Planalto com o Congresso começou após o governo anunciar no fim de maio o aumento no IOF para arrecadar quase R$ 20 bilhões, com o onjetivo de atingir a meta fiscal de 2025. O Congresso reagiu mal. Após reunião com os presidentes da Câmara e do Senado, o Planalto recuou e diminuindo o reajuste.

O clima piorou e o presidente da Câmara pautou e aprovou a urgência do projeto que derrubava o reajuste do imposto. O requerimento foi aprovado no último dia 16, com promessa de 15 dias para o governo encontrar uma saída política. No entanto, Motta surpreendeu o Planalto e, antes do fim desse prazo, pautou e aprovou a derrubada de todo o reajuste do IOF.

Em resposta, o governo levou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta sexta-feira (4/7), o ministro Alexandre de Moraes derrubou as medidas do Executivo e Legislativo, convocando uma conciliação.

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