Política
por Héber Araújo
Publicado em 29/05/2026, às 19h59
A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) entendeu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar, em 1976. O relatório da foi aprovado por seis votos, durante sessão que ocorreu nesta sexta-feira (28), e o entendimento foi divulgado à imprensa em coletiva na sede da Procuradoria Regional da República da 3ª Região, em São Paulo.
O ex-presidente morreu em um acidente de carro ocorrido na Via Dutra, rodovia que Liga São Paulo ao Rio de Janeiro. Segundo a relatora do caso, a professora Maria Cecília Adão, há indícios que sustentam a hipótese de atentado político, visto que a viagem de carro teria sido motivada após um encontro com emissários do então presidente Ernesto Geisel.
“O acidente não ocorreu como foi relatado. Se consideramos a situação política, as falhas, a notícia da morte dias antes, ocultação e destruição de provas, podemos dizer que o assassinato foi ocultado”, afirmou a relatora.
O relatório tem mais de mil páginas e aponta que Kubitschek foi cassado e perseguido pela ditadura militar, por que ele era visto como “inimigo” tendo grandes chances de vencer as eleições.
“A percepção ou o discurso público dos militares e dos órgãos de comunicação a eles ligados era a de que Kubitschek seria um inimigo, discursivamente tratado como agente da 'infiltração comunista', 'varguista', 'aliado de Jango'. Além disso, para os militares, Juscelino Kubitschek era candidato fortíssimo à próxima campanha presidencial e era necessário que o golpismo o removesse da frente”.
Classificação Indicativa: Livre
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato
Samsung top
Lançamento com desconto