Política

“Congresso inimigo do povo” e “Hugo Nem Se Importa” dominam pressão popular nas redes após decisão sobre IOF; veja vídeo

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A decisão do Congresso de barrar o aumento do IOF provoca reações intensas nas redes sociais, com críticas direcionadas a líderes políticos.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / X
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 04/07/2025, às 11h52 - Atualizado às 12h40



A decisão do Congresso Nacional de barrar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para operações de crédito desencadeou uma onda de críticas nas redes sociais, acirrando o embate entre governo, oposição e lideranças do Legislativo.

Acusado de atender aos interesses dos mais ricos, o Legislativo passou a ser alvo de uma forte onda de críticas nas redes sociais, com expressões como “Congresso inimigo do povo” e “Congresso da mamata”. Além disso, há vídeos criados com inteligência artificial (IA), com destaque para o personagem digital “Hugo Nem Se Importa”, associado ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).

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No vídeo, o avatar afirma: “Fala, meu povo escravo do trampo. Aqui quem fala é o deputado Hugo Nem Se Importa. Agora é hora do jantar de luxo. E quem paga a conta? Vocês. Relaxa, galera. Podem comer e beber à vontade. Reembolso é para isso mesmo, para degustar o suor do povo.”

Em outro vídeo, o personagem entorna uma garrafa de whisky, imitando um gesto recente do próprio parlamentar, e afirma: “Relaxa, Brasil. Amanhã essa garrafa vira nota fiscal.”

@toccacelli2 HUGO NEM SE IMPORTA COM O POVO É O PIOR CONGRESSO DA HISTÓRIA. SAIBAM VOCÊS QUE 2026 ESTÁ CHEGANDO. VAMOS VOTAR EM LULA, PT E DEMAIS POLÍTICOS PROGRESSISTAS. JOGUEM NO LIXO O CENTRÃO. #metro #lula #LULA #fyp #SINDICATO #bolsonaro ♬ som original - REINALDO T.C

O movimento começou no último dia 25, após o Congresso derrubar a toque de caixa a medida do governo federal que aumentava o IOF. A decisão, interpretada por parte da população como um favorecimento aos mais ricos, provocou reações em massa nas redes sociais, especialmente no X (antigo Twitter), onde vídeos gerados por inteligência artificial e expressões como “Congresso inimigo do povo” e “Hugo nem se importa” passaram a figurar entre os assuntos mais comentados.

Nas redes sociais, o presidente da Câmara tem sido duramente acusado de ignorar os interesses da população, contribuindo para o desgaste da imagem do Legislativo. Em Portugal, Motta chegou a evitar a imprensa durante o 13º Fórum Jurídico de Lisboa, saindo pela porta dos fundos da Universidade de Lisboa. Apesar de sua equipe ter confirmado uma coletiva, jornalistas foram deixados esperando.

Em Salvador, Lula disse que respeita o papel do Congresso, mas destacou que também cabe ao Executivo exercer suas prerrogativas: "Cada macaco no seu galho. Ele legisla e é o governo, sabe? Eu mando um projeto de lei, eles podem vetar, podem aprovar ou não. Se eu vetar, eles podem derrubar meu veto. E se eu não gostar, eu vou ao Poder Judiciário. Ora, qual é o erro nisso?", afirmou o presidente.

No X, antigo Twitter, na manhã desta sexta-feira (4), os Trending Topics ainda refletiam o clima de insatisfação: “HUGO MOTTA” aparecia com mais de 174 mil menções, enquanto “AGORA É A VEZ DO POVO” liderava com 279 mil postagens. Outros termos, como “TAXAÇÃO DOS SUPER RICOS” (68,1 mil), “NÃO VAMOS RECUAR” (25,8 mil), “CONGRESSO DA MAMATA” (292 mil) e o próprio “HUGO NEM SE IMPORTA” (23,6 mil), reforçavam a mobilização digital que vem crescendo desde o revés na proposta tributária.

Na noite desta quinta-feira (3), uma reportagem de quase sete minutos exibida pelo Jornal Nacional, na TV Globo, considerada a maior emissora do país, aumentou a pressão nas redes sociais. A reportagem ouviu Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, que criticou o aumento do imposto, apontando seu caráter regressivo.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), reagiu aos ataques dizendo que a polarização prejudica o país e reforçou que a decisão de barrar o IOF foi ampla. Já a ministra Gleisi Hoffmann (PT) e o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT), pediram respeito e moderação nas redes. O líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (PT), negou que os ataques partiram do governo.

Em contraponto, líderes da oposição como Rogério Marinho e Zucco, ambos do PL, acusaram o governo e o PT de incentivar confrontos com uso de inteligência artificial e retórica divisiva. O cientista político Carlos Pereira afirmou que, no presidencialismo, a responsabilidade pela gestão econômica recai principalmente sobre o Executivo, criticando a tentativa de transferir essa responsabilidade ao Congresso.

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