Política

Constantino faz novos comentários após disparar contra baianos: “A turma de lá ia usar isso para tentar me atacar”

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O economista e comentarista político Rodrigo Constantino realizou novos comentários após declarações feitas sobre a Bahia  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Instagram
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 05/10/2026, às 20h46



O economista e comentarista político Rodrigo Constantino realizou novos comentários após declarações feitas sobre a Bahia e os baianos nas redes sociais. A publicação teve milhões de visualizações onde o apoiador do candidato Flávio Bolsonaro (PL), criticou o desempenho eleitoral no estado, no qual o governador Jerônimo Rodrigues (PT) se reelegeu e Lula teve grande volume de votações. 

Em novo vídeo, Constantino declarou ter recebido mensagens de pessoas que concordaram com as opiniões apresentadas e que as críticas contrárias são da 'turma de lá', que iriam usar isso para tentar atacá-lo e chamar a direita de ‘nazista’.

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“Muitos comentários de baianos concordando. Recebi mensagens em privado de vários baianos concordando. Mas, claro, que a turma de lá ia usar isso para tentar me atacar e chamar a direita de nazista. Não sei o que tem a ver uma coisa com a outra. Não sabia que Hitler queria perseguir baianos e coisa e tal”, afirmou em trecho do vídeo.

Parte do jogo

Constantino defendeu que críticas a comportamentos e características culturais fazem parte do debate público. Para ele, a autocrítica é necessária para o desenvolvimento de indivíduos e sociedades.

“Eu me refiro sempre à Califórnia, da minha querida parceira Ana Paula Henkel, como República Soviética da Califórnia. Eu falo do meu Rio de Janeiro sempre como um experimento social fracassado”, afirmou.

“Criticar tendências culturais é parte do jogo. Aliás, autocrítica é parte fundamental do engrandecimento de qualquer indivíduo ou sociedade”, completou.

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“Salvador é um lixo para mim” 

Ao comentar das críticas recebidas, Constantino negou ter chamado todos os baianos de “lixo”, mas reiterou sua opinião negativa sobre a capital baiana. 

"Então, a imensa maioria entendeu, mas é um recado para aqueles que insistem em deturpar, em distorcer o que foi dito. Eu não xinguei os baianos todos de lixo. Eu disse que Salvador é um lixo para mim, e acho que é. Assim como boa parte do Rio de Janeiro é um lixo. Precisa melhorar, e muito, e muito. Eu não saí do Brasil e do Rio de Janeiro à toa, né?", afirmou.

Constantino relacionou os problemas da Bahia à violência, à educação e a questões culturais e políticas. “Violência, má educação do povo, questões culturais, idolatrar o Estado paternalista e demonizar o empreendedor de sucesso. Tudo isso precisa ser mudado”, disse.

Ele também criticou o comportamento eleitoral dos baianos e afirmou que o estado continuaria escolhendo representantes ligados ao PT.

“O governo baiano fica prometendo um monte de coisa, não entrega. Ao contrário, a Bahia só piora nos seus indicadores, e o povo vai lá e vota mesmo assim nos petistas”, declarou. Constantino defendeu uma mudança política e libertação na região. 

“Mas o nordestino, em geral, e o baiano, em particular, precisam ser libertados”, afirmou. Segundo ele, o cenário envolveria tanto aspectos culturais quanto mecanismos de dependência política e econômica. “Tem um aspecto cultural e tem um aspecto de mecanismo de incentivos, voto de cabresto”, disse.

Constantino ainda fez uma afirmação sobre a quantidade de pessoas beneficiárias de programas sociais em cidades baianas. “A Bahia tem cidades inteiras em que tem mais gente dependendo de Bolsa Família do que de carteira assinada, de trabalho. Isso é um problema”, declarou.

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