Política
por Daniel Serrano
Publicado em 23/07/2025, às 08h27 - Atualizado às 08h28
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou as redes sociais nesta terça-feira (22) para criticar a ida de uma comitiva de senadores brasileiros aos Estados Unidos para dialogar com americanos sobre a tarifa de 50% anunciada por Donald Trump a produtos importados do Brasil. Entre os membros do grupo está o ex-governador da Bahia e líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT).
Em seu perfil no X (antigo Twitter), Eduardo disse que a missão de senadores brasileiros está “fadada ao fracasso”. Para o deputado, a solução para o tarifaço seria uma anistia “ampla, geral e irrestrita”.
“Trata-se de um gesto de desrespeito à clareza da carta do Presidente Donald Trump, que foi explícito ao apontar os caminhos que o Brasil deve percorrer”, diz o parlamentar.
“Buscar interlocução sem que o País tenha feito sequer o gesto mínimo de retomar suas liberdades fundamentais – como garantir liberdade de expressão e cessar perseguições políticas – é vazio de legitimidade”, emendou Eduardo.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse ainda que “o constrangimento se agrava com a presença de senadores ligados ao partido de Lula, político que sistematicamente adota posturas hostis aos EUA”.
NOTA PÚBLICA
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) July 22, 2025
Diante da formação de uma comitiva de senadores brasileiros que pretende vir aos Estados Unidos para tratar da Tarifa-Moraes imposta pelo presidente Trump, registro de forma categórica e inequívoca que tais parlamentares não falam em nome do Presidente Jair… pic.twitter.com/BZ3KQ0dJSj
A comitiva que vai aos EUA para tentar reverter o tarifaço de Trump é formada por oito senadores. São eles: Nelsinho Trad (PSD-MS); Tereza Cristina (PP-MS); Astronauta Marcos Pontes (PL-SP); Jaques Wagner (PT); Esperidião Amin (PP-SC); Rogério Carvalho (PT-SE); Fernando Farias (MDB-AL); e Carlos Viana.
Eduardo Bolsonaro vive em um auto exilado nos EUA desde o início do ano. Ele havia pedido uma licença parlamentar de 122 dias para seguir no País e continuar tentando convencer autoridades americanas a impor sanções ao Brasil para conseguir anistia para os condenados pela trama golpista. A licença terminou no último domingo (20). Apesar disso, ele planeja continuar no estrangeiro até perder o mandato.
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