Política
por Rebeca Santos
Publicado em 11/12/2025, às 08h58 - Atualizado às 08h59
O contrato entre o Banco Master e Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes (STF), determinava que o escritório da família dela defenderia os interesses do banco e de seu dono, Daniel Vorcaro, junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Congresso Nacional.
Pelo documento, o escritório receberia R$ 3,6 milhões por mês durante três anos. Como o contrato foi assinado em 16 de janeiro de 2024, se fosse cumprido até o fim, pagaria R$ 129 milhões ao Barci de Moraes Associados até o começo de 2027 , ano em que Alexandre de Moraes deve assumir a presidência do STF, pelo rodízio normal do tribunal.
Com a falência do Banco Master, os pagamentos pararam, mas até outubro de 2025, último mês antes da intervenção do Banco Central, o escritório já tinha recebido R$ 79 milhões. No mesmo escritório também trabalham os dois filhos do ministro.
Segundo informações do O Globo, o contrato descrevia o serviço como a “organização e a coordenação de cinco núcleos de atuação conjunta e complementar – estratégica, consultiva e contenciosa – perante o Judiciário, o Ministério Público, a Polícia Judiciária (em outras palavras, a Polícia Federal), órgãos do Executivo (Banco Central, Receita Federal, PGFN (Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, Cade (órgão de defesa da concorrência) e Legislativo (acompanhamento de projetos de interesse do contratante)”).
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