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Coronel expõe bastidores de racha com PT e revela “mágoa” com cacique petista; confira

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Senador Angelo Coronel concedeu entrevista nesta sexta-feira (20)  |   Bnews - Divulgação Divulgação / PT
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 20/03/2026, às 20h14



O senador Angelo Coronel (Republicanos) contou detalhes sobre o rompimento com o grupo governista liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia. O parlamentar contou ter sido convidado por Jaques Wagner (PT) para assumir a condição de suplente no Senado, o que considerou como “uma proposta descabida”. 

Uma proposta descabida que ele nos fez. Eu achei ali, não vou dizer falta de respeito, mas fiquei até magoado com essa ideia. A partir do momento que ele falou de chapa puro-sangue, ele já estava me descartando”, disse Coronel em entrevista a TV Aqui só Política, apresentada pela jornalista Cíntia Kelly, nesta sexta-feira (20).

Coronel alega ainda que o rompimento ocorreu de forma estratégica, uma vez que “espero o momento certo” para tomar a decisão. “Eu não entrei nessa pilha”, destacou. 

A saída do senador foi marcada por imbróglios com o aliado político e compadre, Otto Alencar, presidente estadual do PSD. Questionado sobre o motivo do então amigo de quase 40 anos não ter “brigado por ele” na chapa majoritária, o republicano disse que “prefere guardar as lembranças boas do que as lembranças negativas”. 

Embarque no Republicanos 

Angelo Coronel confirmou a filiação ao Republicanos nesta semana. Sobre a escolha do partido, o senador aponta que a sua ida à legenda foi referendada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).

“Ele convidou Diego para entrar no Republicanos, que é o partido dele, e consequentemente também fui conversar com ele”, comentou. 

Sobre os rumores que um dos acordos para se filiar ao Republicanos seria assumir a presidência do partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), o senador pontua que “seria uma infantilidade pensar dessa maneira. 

“Eu não posso chegar aqui e dizer: só entro se me der a presidência. Seria até uma infantilidade pensar dessa maneira. Quem é que não quer ser presidente do partido que você está filiado? Todos querem, isso é natural. Entramos para somar, não para destituir ninguém”, afirmou.

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