Política

Netista ou Bolsonarista? Coronel assume lado após sair da base do PT

Waldemir Barreto/Agência Senado
O senador Angelo Coronel se define como 'Coronelista' e explica sua relação com Jair Bolsonaro e ACM Neto após deixar o PT.  |   Bnews - Divulgação Waldemir Barreto/Agência Senado
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 18/03/2026, às 17h43 - Atualizado às 17h43



O senador Angelo Coronel revelou detalhes sobre o seu futuro político após se filiar ao Republicanos. A declaração foi dada em entrevista a 1ª edição do programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM (89.3), desta quarta-feira (18). 

Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp

Ao ser questionado pelo apresentador Zé Eduardo se, após deixar a base do PT, se tornou aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou aliado do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), o senador desconversou e disse ser "Coronelista". 

Apesar de se esquivar da pergunta, Angelo Coronel deixou claro o seu apoio ao grupo de ACM Neto, justificando a decisão como um gesto de lealdade a quem o ajudou em momentos cruciais de sua trajetória.

"Eu sou Coronelista. Agora, evidentemente, eu fui Otista [referência ao senador Otto Alencar]. Eu sou agora Coronelista, tenho uma amizade profunda com o Neto, vou apoiá-lo para candidato a governador, entendeu? Como tenho amizade grande com o Bruno [Reis, atual prefeito de Salvador]", disse Coronel.

O senador disse ainda que a sua ascensão política se deve ao apoio de ACM Neto e Bruno Reis à sua candidatura à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia.

"[ACM Neto e Bruno Reis] foram os dois principais apoiadores quando eu fui candidato a presidente da Assembleia. Se não fosse a atuação de Bruno naquela época e quando o Neto liberou toda a bancada de oposição para fechar comigo, eu não seria eleito. E fiz esse agradecimento no dia da minha posse", afirmou. 

"Então, eu tenho gratidão. Os caras me ajudaram no passado. Se eu não tivesse sido presidente da Assembleia, eu seria senador? Difícil. Então, tudo nasceu da presidência da Assembleia. Hoje, colado com o Neto, eu estou pagando uma dívida de retribuir o apoio que ele me deu por eu ser presidente da Assembleia e, consequentemente, me tornar senador", acrescentou. 

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)