Política
Publicado em 20/11/2024, às 10h00 Rebeca Silva
O plano para matar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, incluiu um acidente de trânsito na BR-060, em Goiás.
Segundo informações do Metrópoles, o tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira tentou esconder a identidade dos militares envolvidos. Para isso, ele usou dados do dono de um escritório de contabilidade para adquirir um chip que seria usado em celular para realizar o plano de assassinato.
O nome "teixeiralafaiete230", que também atende pelo codinome Alemanha, aparece como líder em trocas de mensagens que orientam os militares na Operação Punhal Verde Amarelo, em 15 de dezembro de 2022.
Dias antes de cadastrar um telefone, o tenente-coronel Rafael Oliveira e o verdadeiro Lafaiete Teixeira Caitano bateram o carro a 600 metros do restaurante Sete Curvas, no município de Santo Antônio do Descoberto (GO).
Após o acidente, Oliveira fotografou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de Lafaiete e o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), e usou as informações para habilitar a linha no nome do contador goiano em 8 de dezembro de 2022 – uma semana antes do plano de homicídio.
Procurado pelo Metrópoles, Lafaiete disse que só descobriu o uso dos dados pessoais após a divulgação da investigação da Polícia Federal na última terça-feira (19).
“Comecei a receber ligações”, afirmou.
Em entrevista, ele disse que está assustado com o fato de ter sido usado como bode expiatório para o militar tramar o assassinato de Alexandre de Moraes.
“No momento, estou com medo. Em choque”, declarou à reportagem. “Não sei o que pode vir a acontecer”, destacou.
Rafael de Oliveira era major do Exército Brasileiro, mas foi promovido ao cargo de tenente-coronel em 19 de dezembro de 2023 – um ano após ter tramado a morte de autoridades federais.
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