Política
por Daniel Serrano
Publicado em 11/01/2025, às 09h34 - Atualizado às 09h34
Integrantes do PT vêm se movimentando para aumentar a pressão para que o prefeito de Maricá e um dos vice-presidentes do partido, Washington Quaquá, seja expulso do partido, depois que ele ter postado uma foto com família de mandantes da morte de Marielle Franco, Domingos e Chiquinho Brazão, e ter dito que “não há sequer uma prova contra eles". A informação é do portal Uol.
De acordo com a publicação, dirigentes do partido confirmam que a expulsão de Quaquá está sendo discutida. Além da postagem com familiares dos irmãos Brazão, o prefeito de Maricá vem acumulando polêmicas.
Na última quinta-feira (9), Quaquá postou uma foto com a esposa de Domingos Brazão, Aline Paiva, e Kaio Brazão, enteado de Brazão. "Não há sequer uma prova contra eles", escreveu o petista na postagem. "A realidade é que usaram a família Brazão de bucha de canhão."
A publicação não foi bem recebida, Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial e irmã de Marielle, acionou a Comissão de Ética do PT no mesmo dia. Em suas redes sociais, ela condenou a publicação e disse que é "inacreditável ver pessoas se aproveitarem e usarem o nome da minha irmã sem qualquer responsabilidade".
Quem também criticou Quaquá foi a primeira-dama Janja da Silva. Ela classificou o episódio com desrespeitoso "a memória de Marielle Franco e Anderson, e toda a luta de seus familiares por justiça, promover a desinformação nas redes sociais sobre o andamento do caso".
Chiquinho e Domingos Brazão foram presos em março de 2024 após serem apontados como mandantes da morte de Marielle. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, eles encomendaram a execução da vereadora por conta de disputas ligadas à regularização de territórios na zona oeste do Rio.
Coleção de polêmicas
Esta não é a primeira vez que Quaquá se envolve em uma polêmica e gera desgaste dentro do PT. Ele já havia saído em defesa de Brazão no ano passado. Em janeiro, o prefeito de Maricá questionou o depoimento do ex-PM Ronnie Lessa, executor confesso de Marielle, e disse que não acreditava que Brazão tivesse "cometido tal brutalidade".
No início do governo Lula, Quaquá tirou uma foto e defendeu o ex-ministro Eduardo Pazuello, que comandou a Saúde no governo Bolsonaro durante a pandemia de covid-19.
Além disso, no período em que era deputado, Quaquá chamou Nikolas Ferreira (PL-MG) de "viadinho" e deu um tapa na cara de Messias Donato (Republicanos-ES) durante a sessão da Câmara que promulgou da reforma tributária.
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