Política

Cúpula do PL quer isolar Eduardo Bolsonaro após tarifaço de Trump

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Lideranças do PL avaliam que postura de Eduardo pode prejudicar setores importantes, como o agropecuário, e reaproximar a esquerda.  |   Bnews - Divulgação Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 29/07/2025, às 12h01 - Atualizado às 12h01



Apesar de não admitir publicamente, a cúpula do PL anda irritada com o protagonismo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), no tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donald Trump às exportações brasileiras. As informações são da coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo. 

De acordo com  a publicação, a avaliação de lideranças do PL é de que Eduardo Bolsonaro tem se comportado “sem estratégia” ao pressionar o governo dos Estados Unidos a impor sanções às autoridades brasileiras, que podem causar prejuízo a setores importantes da economia brasileira, como o agropecuário, que tradicionalmente vota no bolsonarismo.

Com isso, membros do PL querem usar o tarifaço para isolar Eduardo e o campo da direita, além de reaproximar o centro da esquerda, "com dividendos eleitorais para o presidente Lula em particular". As últimas pesquisas de intenção de voto apontam para uma melhora na popularidade do governo. No entanto, a ala mais radical do partido é contrária. 

O último caso que causou "aborrecimento" da ala não bolsonarista do partido aconteceu na última sexta-feira (25), quando Eduardo disse que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), também podem ter os vistos para entrar nos EUA suspenso. O temor do PL é que a fala prejudique a sobrevivência política do parlamentar e impossibilite qualquer avanço do projeto de lei da anistia.

Segundo a colunista Bela Megale, também do Globo, a crise do tarifaço desgastou Eduardo entre os setores que gravitam em torno do bolsonarismo. No entanto, o deputado segue forte no considerado "núcleo duro bolsonarista". A pesquisa Genial/Quaest divulgada no último dia 17 mostra um crescimento do parlamentar na preferência de bolsonaristas na eleição presidencial do ano que vem caso seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, não consiga reverter a inelegibilidade imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a tempo para disputar o pleito.

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