Política

Damares Alves defende pessoas trans e travestis e revela pedido de Jair Bolsonaro para comunidade

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Em entrevista, a senadora Damares Alves afirmou ter "uma identificação muito grande com as travestis"  |   Bnews - Divulgação Carolina Antunes/PR
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 30/07/2025, às 15h03



A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou ser a favor de cotas sociais para pessoas trans e travestis. De acordo com a parlamentar, o posicionamento favorável é devido a uma “identificação muito grande” com as travestis, indo na contramão do discurso adotado pela direita sobre o tema. 

Em entrevista ao podcast Cortadas do Firmino, Damares Alves informou que pessoas trans e travestis são “duplamente vulneráveis" e que encontram dificuldades para estudar e ingressar no mercado de trabalho. 

"Tenho uma identificação muito grande com as travestis. É muito fácil você conseguir um emprego para um gay, para uma lésbica, para um trisal, mas a travesti, pelo jeito exuberante dela, você não encontra travesti num banco trabalhando. Você não encontra travesti em lojas”, pontuou a senadora para o podcast que foi ao ar em 26 de julho. 

“Quando eu vejo esse público extremamente vulnerável, porque a travesti envolve a questão da sexualidade e a pobreza, eu defendo a cota social. Mas no caso dela, ela é duplamente vulnerável. Elas não vão para a faculdade, não estudam, não ingressam no mercado de trabalho”, acrescentou.

Para o programa, a ex-ministra da Mulher afirmou que a pauta sobre a qualificação de pessoas trans e travestis é uma pauta trabalhada desde o governo Jair Bolsonaro (PL). Damares revelou ainda ter recebido um pedido do ex-mandatário para “cuidar deste público”. 

“Nós chegamos a arrancar lágrimas do Bolsonaro.  [...] É um governo conservador e nós vamos ter políticas conservadoras. E eles falaram para mim que o maior problema, quem tinha ficado para trás até aquele momento, eram as travestis, e nós reconhecemos isso”, disse a bolsonarista sobre uma reunião com o “movimento gay” após assumir a pasta.

Embates 

O governo de Jair Bolsonaro (PL) ficou marcado por atritos com a comunidade LGBTQIAP+. Na época à frente do Palácio do Planalto, Bolsonaro se articulou para que Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) suspendesse um vestibular para transexuais, travestis, intersexuais e pessoas não binárias nos campus da Bahia e do Ceará. 

Em 2021, através do Decreto nº 10.883, Jair Bolsonaro extinguiu o Departamento de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (DPLGBT).

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