Política
por Héber Araújo
Publicado em 26/05/2026, às 14h59
A Polícia Federal revelou, nesta terça-feira (26), detalhes da investigação contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), no âmbito da Operação Compliance Zero. Segundo a PF, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, bancava encontros privados e fora do Brasil o liberal.
Castro foi alvo, nesta manhã, de uma ação que apura o envolvimento do ex-governador com as fraudes financeiras promovidas pelo banco de Vorcaro. Conforme as investigações, Castro mantinha um “vínculo pessoal estreito” com o banqueiro.
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De acordo com as apurações, foi graças a relação entre o político e o banqueiro que o investimento de mais de R$3,6 bilhões do RioPrevidência, fundo previdenciário dos servidores estaduais fluminenses, foi favorecido no Banco Master. Para a PF, os encontros entre os dois tinham “elevada coincidência temporal em relação aos aportes bilionários do RioPrevidência”.
Foram justamente os aportes bilionários que levaram a PF a chegar ao ex-governador e, segundo os investigadores, os investimentos no Banco Master não tinham caráter técnico, mas se tratavam de uma relação pessoal e um “alinhamento político”.
As investigações apontam ainda que a relação entre Castro e Vorcaro causaram alterações em postos chave e na direção do RioPrevidência, para manter os aportes bilionários no Banco Master, mesmo com diversos alertas de órgãos de controle e pareceres técnicos.
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