Política

De volta à Câmara, Janones diz que suspensão de mandato foi "um ato de violência"

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O deputado federal André Janones (Avante/MG) retornou ao mandato nesta terça-feira (21) após suspensão de 90 dias  |   Bnews - Divulgação Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 21/10/2025, às 20h20 - Atualizado às 20h30



O deputado federal André Janones (Avante/MG) publicou vídeo nesta terça-feira (21) nas redes sociais para marcar o retorno dele ao mandato após ficar três meses suspenso após ser acusado de ofender o colega mineiro Nikolas Ferreira (PL), durante discurso em plenário.

"A Câmara dos Deputados retirou esse mandato pelos últimos 90 dias, um ato de violência não contra mim, mas contra a democracia do nosso país, contra cada um de vocês que confiaram o voto de vocês em mim, que me apoiam e a quem eu dou voz", disse Janones.

"Eu sofri uma violência física no plenário da Câmara dos Deputados, mas vocês é que sofreram a violência real, uma violência que me impediu de votar matérias muito importantes para o nosso país", continuou o parlamentar, ao citar a isenção do Imposto de Renda, dentre outros projetos prioritários para o governo Lula.

Janones foi acusado de proferir manifestações gravemente ofensivas, de baixo calão e provocativas contra o deputado Nikolas Ferreira enquanto este discursava na tribuna. O relator da representação, deputado Fausto Santos Jr. (União Brasil /AM), observou que as ofensas provocaram uma confusão generalizada no Plenário, que teve de ser controlada pela Polícia Legislativa e levou à interrupção da sessão.

Para o relator, a situação se agravou pelo fato de André Janones ter utilizado termos homofóbicos contra Nikolas Ferreira. "O uso de expressões de cunho homofóbico, com o intuito de insultar ou diminuir um adversário político, constitui conduta grave e discriminatória", disse Fausto Santos Jr.

"O emprego dessas palavras como forma de xingamento reforça estigmas históricos, normaliza o preconceito e perpetua a marginalização dessa população no espaço público e institucional", condenou o relator.

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