Política
A direção nacional da REDE Sustentabilidade divulgou nota, nesta terça-feira (7), na qual afirma ter recebido “com indignação e perplexidade” o anúncio de permanência da deputada Marina Silva no partido. Segundo o texto, a reação se deve, de um lado, à recusa da ex-ministra em dialogar com a cúpula partidária e, de outro, ao fato de que, de acordo com a direção, nunca houve questionamento sobre sua filiação ou qualquer sugestão de desligamento.
No comunicado, a executiva sustenta que as especulações sobre uma possível saída de Marina partiram exclusivamente dela ou de seu grupo político, e não da direção “legitimamente eleita”. A nota também ressalta que o partido segue trabalhando para se fortalecer “de baixo para cima”, em conformidade com seu estatuto, programa e princípios fundacionais, estabelecidos em 2013.
A REDE afirma ainda que não possui liderança individual dominante e que foi construída para conviver com divergências internas. Nesse contexto, relembra episódios anteriores de tensão, como o apoio de Marina ao então candidato Aécio Neves nas eleições de 2014, a defesa do impeachment presidencial e a concordância com a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. De acordo com a direção, mesmo diante dessas posições, consideradas controversas dentro da sigla, não houve sanções ou perseguições.
A nota também rebate acusações de autoritarismo e afirma que o não atendimento a “pretensões pessoais” não pode ser confundido com falta de democracia. Para a executiva, o funcionamento partidário exige respeito às decisões coletivas e não admite a paralisação da legenda por interesses minoritários, nem a judicialização de disputas internas.
Outro ponto abordado é a saída recente de alguns quadros do partido. A direção nega qualquer expulsão e atribui os desligamentos a uma tentativa frustrada de esvaziamento político, destacando, por outro lado, a chegada de novas lideranças, como Luizianne Lins e André Janones.
O texto também critica o que classifica como “judicialização em série” promovida por aliados de Marina, apontando a existência de centenas de ações judiciais. Segundo a REDE, essa prática configura “lawfare”, ou seja, o uso abusivo do Judiciário como instrumento de disputa política. A direção afirma ainda que a maioria dessas ações foi rejeitada e que sua atual composição segue reconhecida legalmente.
Por fim, a executiva reafirma o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à candidatura de Fernando Haddad em São Paulo e ao compromisso com pautas como democracia, justiça social, combate à crise climática e soberania nacional. A nota conclui defendendo que divergências sejam tratadas internamente, com diálogo, mas sem interferências externas.
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