Política

Defesa argumenta que violação da tornozeleira é insuficiente para prender Bolsonaro; entenda

Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
Advogados de defesa apontaram que a prisão de Bolsonaro só serviu para humilhá-lo  |   Bnews - Divulgação Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 22/11/2025, às 19h59



Paulo Cunha Bueno, advogado de defesa de Jair Bolsonaro (PL), afirmou, neste sábado (22), que a violação da tornozeleira eletrônica não é suficiente para justificar a prisão do ex-presidente. Segundo ele, mesmo que o equipamento fosse destruído, a casa dele é vigiada 24h por dia. 

“A questão da tornozeleira tenta justificar o injustificável. O presidente Bolsonaro não teria forma alguma de sair de sua casa. Tem viatura armada 24h por dia, 7 dias por semana. Então não teria de forma alguma como ele evadir-se de sua casa. É querer justificar o injustificável”, declarou. 

Para o advogado, a tornozeleira é apenas um símbolo que tinha o objetivo de causar uma humilhação ao ex-presidente, difamando e prejudicando sua reputação. “A tornozeleira eletrônica tornou-se neste caso o símbolo da pena infamante, a sua finalidade foi apenas causar humilhação ao presidente” 

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“Desconheço qualquer indivíduo no país que tenha escolta permanente na porta de sua casa”, completou. 

Ainda segundo o advogado, no momento em que foi danificado, a tornozeleira emitiu um alerta para a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que mandou agentes imediatamente para averiguar a situação. Conforme o advogado de defesa, essa ação reforça a incapacidade de fuga de Bolsonaro. 

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